OFÍCIO DE VAQUEIROS: CAMINHOS PARA O DESENHO DAS MARCAS DE FERRO

Agamenon Mendes Cerqueira

Resumo


A figura do vaqueiro, antes mesmo de compor o cenário sertanejo com suas práticas culturais, estava presente numa cadeia produtiva onde as relações econômicas estavam arroladas ao seu trabalho, que não fugia da lógica patrimonialista. Assim, pretendemos debater conceitos a respeito do oficio de vaqueiros inerentes a ferração do gado, que identifica a propriedade animal com o desenho de família e implicações que perpassam a burocratização dos ferros de marcar o gado. Para tanto, tornou-se imprescindível a produção de dados, através de relatos orais, pelos vaqueiros que participam de festas e encontros de vaqueiros na cidade de Itaberaba, lugar pertencente ao Território de Identidade Cultural do Piemonte do Paraguaçu do Estado da Bahia, onde tornou-se possível perfazer caminhos para a produção dos desenhos das marcas de ferro, por meio de uma reflexão que suscitasse o diálogo entre a experiência prática dos vaqueiros e a plataforma teórica de autores como Virgilio Maia.

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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/asppdci.v1i13.4650

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