VISIBILIDADE DO GRAFITE SOTEROPOLITANO: A PASSAGEM DA ARTE PÚBLICA DO ESPAÇO PÚBLICO À ESFERA COMUNICATIVA

Lucimara Fonsêca Fernandes

Resumo


Este trabalho teve o escopo de analisar o comportamento do grafite dentro no espaço público e sua passagem para a mídia digital – considerado aqui apenas os blogs e as redes sociais como instagram, facebook, my space etc. Ele foi construído por meio de revisão bibliográfica e pesquisa etnográfica, bem como foram realizadas duas entrevistas: uma com o grafiteiro e bacharel em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da UFBA Marcos Costa e outra com o também grafiteiro e graduando do Bacharelado Interdisciplinar em Artes pela UFBA Bruno Rocha. Os questionamentos feitos a esses grafiteiros giraram em torno da visão deles sobre a era digital, como ela influencia no seu trabalho, se influencia de forma positiva ou negativa, os prós e os contras do espaço público e das mídias digitais, a potencialidade atingida em cada uma dessas esferas e, por fim, sobre o problema da apropriação da produção intelectual (suas obras artísticas) por pessoas comuns e por empresas que visam o lucro. O estudo foi dividido em duas partes: a primeira aborda o grafite no espaço público e a segunda se trata do processo de captura desse grafite para a esfera comunicativa. As discussões levantadas foram se as características do espaço público incorporadas pelo grafite são transmitidas em seu inteiro teor para a fotografia e se há redução do impacto ou potencial político do grafite a depender do meio no qual ele tenha sido inscrito ou postado, isto é, se há diferenças entre a contemplação de um grafite com todo o contexto da cidade como plano de fundo e a observação do grafite através tela “fria” dos produtos tecnológicos.

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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/asppdci.v1i13.4656

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