ESCRAVISMO: A IMAGÉTICA DA MORTE DO CANDOMBLÉ PARA A RESISTÊNCIA DOS POVOS AFRO-BRASILEIROS.

Cora Levin

Resumo


O artigo que segue é o resultado de um levantamento bibliográfico acerca das expressões imagéticas dos adeptos das religiões de matrizes africana no intuito de observar, neste contexto, o tema morte e seus desdobramentos como forma de resistência. Ao mesmo tempo, forma parte dos estudos preliminares do nosso projeto de pesquisa, o qual tem como inquietude essencial, a análise das representações materiais e simbólicas da morte pelo Candomblé, comparadas com as manifestações da morte das religiões hegemônicas no cemitério Piedade, na cidade de Feira de Santana (BA), para tentar compreender como se constroem em cada caso os mecanismos de transmissão de significados, de memórias e de identidades.
A bibliografia foi explorada dialeticamente, tendo em consideração as complexidades que caracterizam o objeto de estudo; num primeiro momento, entendendo a escravatura como uma peça fundamental dentro do sistema capitalista desenvolvido desde o Século XVI, no mundo e no Brasil. E, a partir daí, nos aproximando à importância do papel que a religião Candomblé, através da construção da sua cultura e de seus imaginários, teve na construção da identidade das pessoas escravizadas, consolidando-se como um instrumento de luta e resistência.


Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.13102/asppdci.v1i13.4657

Apontamentos

  • Não há apontamentos.