A Cor das Letras

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A Revista A Cor das Letras surgiu como uma iniciativa do corpo docente do DLA da UEFS, tendo seu primeiro número publicado em 1997. A Cor das Letras é um importante veículo de divulgação de produções científicas, alcançando boa avaliação no Qualis CAPES. A princípio, a Revista era exclusivamente impressa, mas, em 2004, passou a ser disponibilizada também na Web. A partir do número 18, A Cor das Letras passou a integrar o Sistema Eletrônico de Editoração de Revistas, tornando-se inteiramente online. Os números antigos – que tiveram somente sua versão impressa – foram escaneados e estão sendo incluídos no sistema, paulatinamente. Em 2017, A Cor das Letras completou 20 anos e será semestral, vinculando-se ao Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos, ao Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários e ao Mestrado Profissional em Letras do Departamento de Letras e Artes da Universidade Estadual de Feira de Santana.

 

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Publicado: 2017-05-30 Mais...
 

CHAMADAS ABERTAS

 

CHAMADA PARA O VOLUME 21 (2020), números 3

Dossiê temático: 

As histórias literárias ainda são possíveis?

 

Organização: 

Arivaldo Sacramento de Souza (UFBA)

Rodrigo Soares de Cerqueira (UNIFESP)

 

Período de submissão: 01 de junho de 2020 a 30 de setembro de 2020

 

Publicação: dezembro de 2020

 

Ementa: 

As histórias literárias, pelo menos tais quais as conhecíamos — nacionais, lineares, canônicas etc. —, parecem ter perdido, já há algum tempo, é verdade, sua razão de ser. A nação não só já não tem mais a mesma centralidade de outrora nos estudos literários, quanto tende a ser vista, no que se refere à sua constituição, seja ela política ou simbólica, antes como um processo marcado por exclusões e violências do que por sua dimensão formativa. Deslocada a primazia do conceito de nação, a própria ideia de valor, que lhe vinha atrelada, a importância na constituição de um corpo de obras que representasse simbolicamente um determinado espaço geográfico, caiu por terra. A síntese é breve e tenta apenas dar conta de um pequeno conjunto de mudanças que foram solapando os eixos de legitimidade das histórias literárias tradicionais. Contudo, mesmo sem assumir o conceito, outras tentativas de reorganizar, sobre outras bases, um elenco de obras, não deixou de existir, como é o caso das organizadas por Duarte e Fonseca (2011) e Buck (1992). As questões raciais, de gênero, de sexualidades e de classe (hooks, 2006; KILOMBA, 2019; COLLINS, 2017) entram em cena articuladas a histórias de gêneros literários, as quais respeitam (COSTA, 2016 [1996]) ou não as fronteiras nacionais (MORETTI , 2020 [1987] e COHEN, 2010). Tendo em vista esses deslocamentos, propomos uma reflexão sobre as possibilidades e impossibilidade de se escrever uma história da literatura, seja ela nacional, queer, negra, afro-brasileira, de autoria feminina etc. O dossiê não se limita a acolher trabalhos de caráter teórico, como também artigos que trabalhem uma ou mais obras sempre que pensadas de acordo com sua inserção numa cadeia historiográfica já pronta ou a se construir.

 

BIBLIOGRAFIA

 

BUCK, Claire (eds). Bloomsbury guide to women's literature: from Sappho to Margaret Atwood. London: The Bloomsbury Press, 1992.

COHEN, Margaret. The Novel and the Sea. Princeton, N.J.: Princeton University Press, 2010.

COLLINS, Patricia Hill. O que é um nome? Mulherismo, Feminismo Negro e além disso*. Cad. Pagu,  Campinas ,  n. 51,  e175118,    2017 .   Disponível em <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0104-83332017000300510&lng=pt&nrm=iso>. acessos em  18  nov.  2019.  Epub 18-Dez-2017.  http://dx.doi.org/10.1590/18094449201700510018.

COSTA, Iná Camargo. A hora e a vez do teatro épico no Brasil. São Paulo: Expressão Popular, 2016.

DUARTE, Eduardo de Assis; FONSECA, Maria Nazareth Soares de (Org.). Literatura e afrodescendência no Brasil: antologia crítica. Belo Horizonte: ed. UFMG, 2011, 4 vols.

GLISSANT, Édouard. Poética da Relação. Porto: Porto Editora, 2011.

GROSFOGUEL, Ramón. A estrutura do conhecimento nas universidades ocidentalizadas: racismo/sexismo epistêmico e os quatro genocídios/epistemicídios do longo século XVI. Sociedade e Estado, vol. 31, núm. 1, enero-abril, 2016, pp. 25-49.

HALL, Stuart. As culturas nacionais como comunidades imaginadas. In: HALL, Stuart. A identidade cultural na pós-modernidade. Tradução de Tomaz Tadeu da Silva e Guacira Lopes Louro. 10. ed. Rio de Janeiro: DP&A, 2005. p. 47-65.

HOOKS, Bell. O amor como a prática da liberdade. HOOKS, Bell. In: HOOKS, Bell. Outlaw Culture. Resisting Representations. Nova Iorque: Routledge, 2006, p. 243–250. [Tradução para uso didático por Wanderson Flor do Nascimento].

HOOKS, Bell. O feminismo é para todo mundo: Políticas arrebatadoras. São Paulo: Rosa dos Tempos, 2018.

KILOMBA, Grada. Memórias da Plantação: episódios de racismo quotidiano. Lisboa: Orfeu Negro, 2019.

MBEMBE, Achille. Crítica da razão negra. Tradução Sebastião Nascimento. São Paulo: n-1 edições, 2018.

MORETTI, Franco. O romance de formação. São Paulo: Todavia, 2020.

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CHAMADA PARA O VOLUME 22 (2021), números 1


Dossiê temático: 

A pesquisa em Linguística Histórica: teorias, métodos e resultados 


Organização: 

Mariana Fagundes de Oliveira Lacerda (UEFS)

Juliana Soledade Barbosa Coelho (UFBA/UnB)

Natival Simões Neto (UEFS/UFBA)


Período de submissão: 30 de maio de 2020 a 30 de setembro de 2020

Publicação: fevereiro de 2021


Ementa: Com o Dossiê, busca-se promover o intercâmbio entre pesquisadores interessados em pesquisa na Área da Linguística Histórica, mais especificamente na história interna das línguas. É objetivo do Dossiê Temático A pesquisa em Linguística Histórica: teorias, métodos e resultados acolher artigos que abordem a história das línguas, com estudos desenvolvidos em diferentes níveis de análise (fonético-fonológico, morfológico, sintático, semântico, pragmático, lexical) e diferentes perspectivas teóricas. 

 

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CHAMADA PARA O VOLUME 22 (2021), números 3

 

Dossiê temático: 

Corpo e espaço hoje: que discursos enunciam?

 

Organização: 

Lucas Nascimento (UEFS)

Marisa Martins Gama Khalil (UFU/CNPQ)

Márcia Valéria Cozzani (UFRB)

 

Período de submissão:

01 de agosto de 2020 a 30 de junho de 2021

 

Publicação: dezembro de 2021

 

Ementa: 

A proposta deste dossiê em Estudos Discursivos é problematizar a relação corpo e espaço na atualidade, considerando seus diversos modos de enunciar, sejam como objetos distintos e inter-relacionados ou como um único objeto discursivo que se constitui não de modo dicotômico, mas nas múltiplas formas de se manifestar na dispersão dos discursos. Seja qual for a perspectiva, entendemos que não é possível pensar um sem o outro, mas importa dar visibilidade a uma dobra, ao movimento de um no/pelo outro, atravessado pela rápida temporalidade do aqui-agora. Nos corpos e espaços, inscrevem-se valores, leis, regras, normas que delineiam verdades, produzem subjetividades, acusando cada movimento realizado, cada percepção dos acontecimentos, cada instância de diferenciação, agrupamento e delimitação. Corpo nu, negro, feminino, trans, violentado, mascarado, infame, docilizado, indignado, nas mídias, nas ruas, nas instituições. Por qualquer perspectiva discursiva, tomemos este desafio, em tempos de pandemia, de isolamento social, de medos que insurgem, de dar visibilidade aos discursos que enunciam esses corpos e espaços hoje.

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CHAMADA PARA O VOLUME 22 (2021), números 1, 2 e 3

Número 1: Estudos Literários (Prazo para submissão dos originais até 30/09/2020)

Número 2: Estudos Linguísticos e Filológicos (Prazo para submissão dos originais até 30/11/2020)

Número 3: Ensino-aprendizagem de Línguas e Literaturas (Prazo para submissão dos originais até 28/02/2021)

 
Publicado: 2017-12-03 Mais...