Histórias que as escolas não contam

Mariana Cortez, Renata Junqueira de Souza

Resumo


Compreendemos que a literatura na escola passa de um momento de encantamento nos anos anteriores à alfabetização a um processo de afastamento contínuo até o possível leitor tornar-se adolescente ou adulto não-leitor. A proposta do artigo é discutir sobre a contação de histórias e a conversa literária (Bajour (2010); Cuesta (2014);  Fiori (2018)) a fim de aproximar o jovem leitor da literatura, da formação do gosto e de seu status como leitor autônomo, ou seja aquele sujeito que já adquiriu uma independência a partir do conhecimento literário e é capaz de escolher por conta própria o que quer ler. Da oposição radical entre “ler para aprender” e “ler para ler” (Bombini, 2005), centramos o debate no impasse da leitura literária na escola com ênfase no papel da contação de histórias, prática ancestral que possibilita a comunhão na busca de sentidos.

Texto completo:

PDF

Referências


BAJOUR, Cecília (2010). “La conversación literaria como situación de enseñanza”. Imaginaria. Revista quincenal sobre literatura infantil y juvenil. N° 282. Disponível emhttp://www.imaginaria.com.ar/2010/11/la-conversacion-literaria-com

BENJAMIN, Walter. Magia e técnica, arte e política: ensaios sobre literatura e história da cultura. Trad. Sérgio Paulo Rouanet. 7. Ed. São Paulo: Brasiliense, 1994.

BLEICHMAR, Silvia. El desmantelamiento de la subjetividad: Estallido del yo. Topia Editorial, ed.1. Buenos Aires, Argentina, 2010.

BOMBINI, Gustavo, La trama de los textos. Problemas de la enseñanza de la literatura, Buenos Aires, Libros del Quirquincho, 1989. Reedición en Buenos Aires, Lugar Editorial, 2005.

CAMPANARI, José. ‘Charlas en la escalera – Acerca de la selección de repertorio, la preparación de las historias y el momento de la narración’ In: ¿Cómo aprendemos y cómo enseñamos la narración oral?: propuestas, testimonios y reflexiones acerca de la técnica de contar cuentos (comp). Rosario, Homo Sapiens Ediciones, 2015.

COLOMER, T. La constitución de acervos. In: Rius, E, Halfon, D & Lizarazu, R (Coord.). Bibliotecas y Escuelas: retos y posibilidades en la sociedad del conocimiento. México, Editorial Océano, 2008.

___________. Andar entre livros. Tradução de Laura Sandroni. São Paulo, ed. 1, 2007.

___________. El espacio da la mediación cultural. Buenos Aires: Fondo de Cultura Económica, 1 ed. – 2005.

COSSON, Rildo. Letramento Literário: teoria e prática. 2ª ed. 2ª reimpressão, São Paulo: Contexto, 2012.

CUESTA, Carolina. (2013). “La enseñanza de la literatura y los órdenes de la vida: lectura, experiencia y subjetividad”. Literatura: teoría, historia, crítica. Vol. 15, N°2, pp.

-119.

CHAMBERS, Aidan..Conversaciones. México: Fondo de Cultura Económica, 2008.

____________. Dime. Los niños, la lectura y la conversación. México: Fondo de Cultura Económica.

CANDIDO, Antonio. O direito à literatura. In: Vários escritos. 4ª ed. São Paulo/Rio de Janeiro: Duas Cidades/Ouro sobre Azul, 2004, p. 169-191.

FIORE, Natalia. ‘Lectura en voz alta y conversación literaria: experiencias de socializar a través de lo escrito con la voz y los oídos’ in Catalejos. Revista sobre lectura, formación de lectores y literatura para niños. Vol. 3; Nº. 6, junio de 2018. ISSN (en línea): 2525-0493. (pp. 28- 51).

FREIRE, P. Pedagogia do Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, ed.62, 2016.

ISER, W. O jogo do texto. In: JAUSS, Hans Robert et al. A literatura e o leitor: textos de estética da recepção. Coordenação e tradução de Luiz Costa Lima. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1979. p.105-118.

MURAKANI, Raquel. O fanwinter e o campo da fanfiction: reflexão sobre uma forma de escrita. Departamento de Literatura Comparada. Universidade de São Paulo. Tese defendida em 2016. Disponível em https://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8151/tde-10042017-122630/publico/2016_RaquelYukieMurakami_VOrig.pdf

OLIVEIRA, Adriana e MAZANO, Luciana. Fanfiction: “nova” ferramenta de leitura e escrita para o ensino de língua materna no ensino básico. In Calidoscópio Vol. 13, n. 2, p. 210-217, mai/ago 2015 2015 Unisinos - doi: 10.4013/cld.2015.132.07.

PELLIZZARI, Graciela. “Antes del ‘Había una vez…’ Acerca de la didáctica de la narración oral. In: ¿Cómo aprendemos y cómo enseñamos la narración oral?: propuestas, testimonios y reflexiones acerca de la técnica de contar cuentos (comp). Rosario, Homo Sapiens Ediciones, 2015.

SARTRE, Jean-Paul. Que é a literatura? Tradução de Carlos Felipe Moisés. 3. ed. São Paulo: Ática, 2004.

ZILBERMAN, Regina. A Literatura Infantil na Escola. 10ª ed. São Paulo: Global, 1998.




DOI: http://dx.doi.org/10.13102/cl.v21i2.5005

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2020 Universidade Estadual de Feira de Santana

A Cor das Letras está indexada em: 
 
 

A Revista A Cor das Letras está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

ISSNe 2594-9675 
ISSN-L 1415-8973