A contação de histórias como prática educativa

Laís Costa Ferreira, Rosemary Lapa de Oliveira

Resumo


O presente trabalho busca discutir a contação de histórias no contexto de sala de aula como prática educativa das séries iniciais do ensino fundamental da rede municipal de Salvador. O estudo vem problematizar como acontece a contação de histórias no contexto de sala de aula como prática educativa. Este trabalho tem como pressuposto metodológico a etnografia, junto aos princípios da investigação qualitativa, na qual a proposta de estudo é pensar as facetas existenciais da arte de contar histórias na prática educativa. A pesquisa foi realizada com grupo de professoras das séries iniciais do ensino fundamental da rede municipal de Salvador, Bahia, Brasil, que utilizam a contação de histórias como prática educativa no contexto escolar, no ambiente de sala de aula. Considerando também a função social da arte de contar histórias que se manifesta de forma plena, à medida que a experiência da contação adentra o horizonte de expectativas de sua vida prática, compondo o seu entendimento do mundo e influenciando seu comportamento social. Em virtude dos fatos mencionados, acreditamos que esse estudo pode ser um recurso que corrobore com a ampliação desse debate, podendo ser usado como subsídio para se pensar mudanças nas políticas públicas em educação.

Texto completo:

PDF

Referências


BRASIL. Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). Lei Federal nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília: Câmara dos Deputados, 1996.

BRASIL. Parâmetros curriculares nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: introdução aos parâmetros curriculares nacionais / Secretaria de Educação Fundamental. Brasília:MEC/SEF,1998.174.p.Disponívelem. Acesso em 18 de 2018.

BUSATTO, Cléo. Contar e encantar: pequenos segredos da narrativa. Petrópolis, Rio de Janeiro, Ed.8. Vozes, 2012.

CAVALCANTE, Ricardo Bezerra; CALIXTO Pedro; PINHEIRO, Marta Macedo Kerr. Análise de conteúdo: considerações gerais, relações com a pergunta de pesquisa, possibilidades. João Pessoas, v.24, n. l, p.13-18, abr.2014.

FREIRE, Paulo. A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. São Paulo, ed. Autores Associados: Cortez, 1989.

GOLDENBERG, Mirian. A arte de pesquisar: como fazer pesquisa qualitativa em ciências sociais. Rio de Janeiro, 12º ed. Record, 2011.

GONDIM, Sônia Maria Guedes. Grupos focais como técnica de investigação qualitativa: desafios metodológicos. Ribeirão Preto (Paidéia), v.12, n. 24, p.149-161, fev. 2002.

HAMPÂTÉ BÁ, Amadou. A tradição viva. In: HISTÓRIA Geral da África, I: metodologia e pré-história da África. DF: Brasília, 2. ed. ver, 2010.

JOSSO, Maria-Christine. Experiências de vida e formação. São Paulo, ed. Paulus, 2010.

MATOS, Gislayne Avelar. A palavra do contador de histórias: sua dimensão educativa na contemporaneidade. São Paulo, ed. Martins Fontes, 2005.

MAGALHÃES, Célia Elisa Alves de. Autoetnografia em estudos da linguagem e áreas interdisciplinar. Juiz de Fora, v.22, n.1, p. 17-33, jan. 2018.

SANTOS, Myrian Sepúlveda dos. Memória coletiva e teoria social. São Paulo, ed. Annablume, 2003.

SANTOS, Luciene Souza. A Emília que mora em cada um de nós: a constituição do professor-contador de histórias. 2013. 164 f. Dissertação (Mestrado em Educação) - Faculdade de Educação, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2013.

SISTO, Celso. Textos e pretextos sobre a arte de contar histórias. Belo Horizonte, ed. Aletria, 2012.

WALLON, Henri. Afetividade e processo de ensino-aprendizagem: contribuições de 2005. São Paulo, Psicologia da Educação, v. 20, n. 20, p.20. jun. 2005.




DOI: http://dx.doi.org/10.13102/cl.v21i2.5803

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2020 Universidade Estadual de Feira de Santana

A Cor das Letras está indexada em: 
 
 

A Revista A Cor das Letras está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-CompartilhaIgual 4.0 Internacional.

ISSNe 2594-9675 
ISSN-L 1415-8973