http://periodicos.uefs.br/index.php/acordasletras/issue/feed A Cor das Letras 2021-10-18T14:42:13+00:00 Patrício Nunes Barreiros revistacordasletras@uefs.br Open Journal Systems <p>A Revista <em>A Cor das Letras </em>(<strong>e-ISSN 2594-9675</strong><strong> e ISSN 1415-8973</strong>) é uma publicação quadrimestral do Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos, do Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários e do Mestrado Profissional em Letras do Departamento de Letras e Artes da Universidade Estadual de Feira de Santana e tem por objetivo divulgar trabalhos inéditos relacionados à área de Letras - Estudos Linguísticos e Filológicos, Estudos Literários e Ensino-Aprendizagem de Línguas e Literaturas.</p> <h4>__________________________________________________________</h4> <p><em>A Cor das Letras </em>(<strong>e-ISSN 2594-9675</strong><strong> e ISSN 1415-8973</strong>) is a four-monthly publication of the Postgraduate Program in Linguistic Studies, in Literary Studies and the Professional Master's Degree of the Department of Arts and Letters of the State University of Feira de Santana and aims to disseminate original works related to the area of Languages: Linguistic and Filological Studies, Literary Studies and teaching and learning of Languages and Literature.</p> http://periodicos.uefs.br/index.php/acordasletras/article/view/7431 Apresentação: a variação linguística n’A Cor das Letras 2021-09-24T23:23:42+00:00 Josane Moreira de Oliveira josanemoreira@hotmail.com Clézio Roberto Gonçalves cleziorob@gmail.com Gredson dos Santos gredsons@bol.com.br 2021-10-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 A Cor das Letras http://periodicos.uefs.br/index.php/acordasletras/article/view/7523 Sobre o estilo na sociolinguística de terceira onda: perspectivas teórico-metodológicas 2021-10-18T14:20:14+00:00 Carlos César Borges Nunes de Souza caesar.souza@protonmail.com Norma da Silva Lopes nlopes58@gmail.com <p>A variação estilística recebe um tratamento teórico e metodológico diferente nas três ondas da sociolinguística (ECKERT, 2012), implicando descrições diversificadas do fenômeno variável. Na Sociolinguística Variacionista, ou de primeira onda, a variação estilística é vista como o resultado da pertença do falante a categorias macrossociais, como classe, e ao monitoramento da fala em certos contextos estilísticos. Nessa perspectiva, o falante é visto como um agente passivo na construção de seu comportamento estilístico. O foco em redes sociais e categorias locais, assim como em uma metodologia etnográfica de coleta e análise de dados, resultou na descrição da variação estilística como reflexo da inserção do indivíduo em redes sociais e do valor dado ao vernáculo em tais redes. Estudos da variação estilística em redes sociais enquadram-se na Sociolinguística Etnográfica, também denominada de segunda onda. A busca pelo significado social da variação estilística, o estudo dos falantes em suas relações microssociais, como aquelas que podem ser percebidas em comunidades de prática e modulação de <em>persona</em>, são características do estudo da variação estilística da Sociolinguística Estilística, ou de terceira onda. No presente artigo, apresentamos o estudo da variação estilística nas três ondas da sociolinguística, focando no estilo na Sociolinguística Estilística.</p> 2021-10-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 A Cor das Letras http://periodicos.uefs.br/index.php/acordasletras/article/view/7469 Escola, família e percepção prosódica: um estudo experimental da oitiva de alunos das séries iniciais de Vitória da Conquista na Bahia 2021-10-05T23:55:24+00:00 Mércia Rodrigues Gonçalves Pinheiro merciauesb@outlook.com Vera Pacheco vera.pacheco@gmail.com.br <p>Ao se escutar a leitura em voz alta de um texto, espera-se que a compreensão completa do que se está ouvindo se dê a partir da percepção das variações prosódicas presentes nessa leitura. O hábito de leitura é um fator importante para o desenvolvimento dessa habilidade que é uma característica importante na constituição do leitor crítico. Partindo desse pressuposto, nosso trabalho busca investigar o nível de percepção prosódica dos alunos das séries iniciais de escolas públicas e privadas da cidade de Vitória da Conquista/BA, considerando-se o nível de escolaridade dos pais desses alunos, bem como considerando-se o hábito de leitura de pais e alunos. Nossa hipótese, é que alunos da escola privada, filhos de pais com graduação completa têm maior nível de percepção prosódica.&nbsp; Nosso objetivo é descrever a relação entre o tipo de escola (pública e privada), grau de escolaridade dos pais, hábito de leitura e percepção de variação prosódica. Para dar conta do objetivo aqui proposto, realizou-se um experimento que consistiu na oitiva, por alunos das séries iniciais, da gravação do texto Cinderela, preparado com a presença de marcadores prosódicos lexicais de volume, a saber, <em>disse alto </em>e <em>disse baixo</em>. Após a oitiva da gravação, os estudantes realizaram uma tarefa de percepção que tinha por finalidade averiguar o nível de percepção da variação de volume presente nas gravações tocadas. Em análise prévia, foi verificado, por meio de questionário, o nível de escolaridade dos pais dos sujeitos participantes dessa pesquisa e o hábito de leitura de pais e alunos. Os resultados são discutidos considerando-se o papel da escola pública e privada e o nível socioeconômico familiar dos alunos na constituição de sujeitos enquanto leitores proficientes.</p> 2021-10-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 A Cor das Letras http://periodicos.uefs.br/index.php/acordasletras/article/view/7525 Alomorfia de plural no português de Salvador: uma análise preliminar de dados do Atlas Linguístico do Brasil (ALiB) 2021-10-18T14:42:13+00:00 Josane Moreira de Oliveira josanemoreira@hotmail.com Jadione Cordeiro de Almeida jadionealmeida@gmail.com <p>Levando em consideração o fato de que há uma oscilação na escolha de que morfe deve-se utilizar para a sinalização do plural no português brasileiro, bem como ainda existem as estratégias do uso parcial ou da ausência dessa marcação pelos falantes em contextos linguísticos e sociais variados, neste artigo, busca-se compreender como se estabelece o plural no português de Salvador a partir da interface entre os níveis morfológico, fonológico e fonético, através de uma análise com base teórico-metodológica da Sociolinguística (WEINREICH; LABOV; HERZOG, 2006 [1968]). Para este trabalho preliminar, faz-se uso apenas da abordagem qualitativa de percentuais de ocorrência de alomorfia de plural. Para isso, foi necessária a audição de entrevistas de oito informantes de Salvador realizadas entre 2003 e 2007, fornecidas pelo <em>Atlas linguístico do Brasil</em> (CARDOSO et al., 2014). Como recorte, foram consideradas apenas as treze lexias com possibilidade de ocorrências alomórficas de número encontradas no Questionário Fonético-Fonológico (QFF, questão 76: <em>reais</em>) e no Questionário Morfossintático (QMS, seção “número”: <em>anéis</em>,<em> aventais</em>,<em> pães</em>,<em> mãos</em>,<em> leões</em>,<em> degraus</em>,<em> chapéus</em>,<em> anzóis</em>,<em> olhos</em>,<em> ovos</em>,<em> pincéis</em>,<em> bolsos </em>(COMITÊ NACIONAL, 2001). Os resultados indicam que: i) pessoas pouco escolarizadas, com idade entre 50 e 65 anos e mulheres (por hipercorreção, neste caso) realizam mais o plural irregular; ii) a equivalência de sons finais das palavras (como -L &gt; -U, por exemplo), a partir da vocalização do /l/, provoca a realização de alguns plurais irregulares; iii) entre os tipos de plural, o metafônico, por ser uma estratégia que exigiria uma tripla marcação (sintática, fonética e morfológica), está sujeito naturalmente à redução dessa marcação a apenas um ou dois desses níveis; iv) determinadas lexias, talvez por serem pouco usadas no cotidiano ou pela pouca saliência fônica, favorecem o plural irregular ou a sua não marcação.</p> 2021-10-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 A Cor das Letras http://periodicos.uefs.br/index.php/acordasletras/article/view/7470 A distribuição espacial da negação no interior da Bahia 2021-10-06T00:14:01+00:00 Norma da Silva Lopes nlopes588@gmail.com <p>Este artigo tem como objetivo fazer um panorama da distribuição espacial da negação no interior do Estado da Bahia. Faz uma análise que alia a Sociolinguística (LABOV, 2008 [1972]) à Geografia Linguística, fazendo um estudo geossociolinguístico, a partir de dados do Atlas Linguístico do Brasil – ALiB (CARDOSO et al., 2014). São três as estratégias de negação no português: o NÃO pré-verbal, o NÃO pré- e pós-verbal (dupla negação) e o Não pós-verbal. Marroquim (2008 [1945]), Rocha (2012) e Yacovenco e Nascimento (2016) relacionam as estratégias pré- e pós-verbal à fala nordestina. Esta pesquisa atesta as três variantes na Bahia, mas revela que, do norte ao sul desse estado, há um decréscimo paulatino dessas variantes ditas nordestinas.</p> 2021-10-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 A Cor das Letras http://periodicos.uefs.br/index.php/acordasletras/article/view/7472 O português do Oeste baiano: constituição de corpus em Santa Maria da Vitória 2021-10-06T11:00:41+00:00 Jéssica Carneiro da Silva jecsilva@uneb.br Maria Cristina Vieira de Figueiredo Silva macrisfig@uol.com.br Gilianderson Castro da Silva gilicastro2017@gmail.com Thalita Oliveira Fernandes de Araújo thalitafern@gmail.com Ísis Juliana Figueiredo de Barros isis.barros@ufrb.edu.br <p>Este trabalho tem como objetivo discutir aspectos metodológicos de constituição de <em>corpu</em>s e, para tanto, apresenta a metodologia e o levantamento de dados linguísticos utilizados como objeto de pesquisa da tese “O português falado no Oeste baiano: constituição de <em>corpus</em> e análise das estratégias de relativização”, vinculada ao projeto “Os falares do Além São Francisco” (FIGUEIREDO, 2015), da UFBA, em parceria com o projeto “O português rural do Oeste da Bahia”, da UFOB. O objetivo central da pesquisa é o de contribuir para a compreensão e descrição linguísticas dos falares baianos do Oeste da Bahia e da sua formação sócio-histórica, através da constituição de <em>corpus</em> em Santa Maria da Vitória (SAMAVI). A partir da coleta da fala vernacular da comunidade quilombola de Montevidinha e da comunidade urbana de SAMAVI, ambas localizadas no Oeste baiano, desenvolve-se a análise de estudos sociolinguísticos e sócio-históricos, resgatando a importância da região, tendo em vista os dados históricos percebidos por meio das narrativas orais, linguísticas, culturais e sociais, que serão apresentados brevemente neste trabalho. Para a construção metodológica da pesquisa, toma-se como base a Sociolinguística Laboviana, por meio do levantamento de células sociais, entrevistas e transcrições linguísticas. Até o momento, nossos resultados abrangem: 12 entrevistas (11 concluídas e uma em andamento) dos falantes de Montevidinha; em SAMAVI, foram gravadas 12 entrevistas sociolinguísticas, reunidas em um <em>corpus</em> com a seguinte estratificação social: três faixas etárias (Faixa I – 25 a 35 anos, Faixa II – 45 a 55 anos, Faixa III – acima de 65 anos) e dois sexos (masculino e feminino). Espera-se que o estudo contribua para a compreensão e descrição linguísticas dos falares do Oeste da Bahia, além de contribuir para a documentação de sua formação sócio-histórica, para a ampliação dos estudos sociolinguísticos no Brasil e para a compreensão da formação sócio-histórica do português brasileiro.</p> 2021-10-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 A Cor das Letras http://periodicos.uefs.br/index.php/acordasletras/article/view/7473 A mulher na dialetologia brasileira: tinha Nascentes razão? 2021-10-06T11:26:22+00:00 Leandro Almeida dos Santos santosleo1811@gmail.com Silvana Soares Costa Ribeiro silvanaribeiro25@gmail.com <p>Neste trabalho, de cunho histórico e documental, tem-se por meta evidenciar o importante papel desempenhado pelas mulheres na e para a Dialetologia brasileira. Para tal intento, ao tomar por base a preocupação de Antenor Nascentes, em 1958, na obra <em>Bases para elaboração do atlas linguístico do Brasil</em>, quando afirmou que <em>[...] para a tarefa de colheita de material as mulheres são menos adequadas do que os homens... </em>(NASCENTES, 1958, p. 7), procura-se trazer à tona os caminhos feitos pelos dialetólogos e dialetólogas, a fim de destacar a enorme contribuição feminina para o desenvolvimento da ciência dialetal. Para execução ou realização da pesquisa, alguns passos foram trilhados, tais como: a) determinação do escopo da pesquisa e adoção dos dois primeiros atlas linguísticos realizados no Brasil, o <em>Atlas Prévio dos Falares Baianos</em> (ROSSI, 1963) e o <em>Atlas Lingüístico de Sergipe</em> (FERREIRA <em>et. al</em>., 1987); b) realização de uma leitura bastante criteriosa das introduções dos atlas selecionados; c) levantamento dos dados; d) elaboração de planilhas com a cronologia dos fatos encontrados; e) a construção de um painel expositivo, que demonstra a relevância do trabalho das mulheres para os avanços da Dialetologia e da Geografia Linguística brasileiras e f) fez-se ampla consulta aos registros fotográficos e fichas de pesquisa de campo, objetivando ilustrar os momentos vivenciados pelas equipes dos atlas, <em>APFB </em>e<em>&nbsp; ALS</em>. Com esse resgate, espera-se que se descortinem histórias de pesquisa <em>in loco</em> que, por vezes, não aparecem nas publicações, mas que são muito importantes para o desempenho do trabalho de pesquisadores e pesquisadoras da Geolinguística brasileira.</p> 2021-10-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 A Cor das Letras http://periodicos.uefs.br/index.php/acordasletras/article/view/7474 Agosto ou desgosto? Revelações do falar nortista no corpus do Projeto ALiB 2021-10-06T11:41:24+00:00 Ana Rita Carvalho de Souza anaritacarvalhodesouza@hotmail.com Marcela Moura Torres Paim marcelamtpaim@yahoo.com.br <p>Neste trabalho se apresenta um dos aspectos de que se ocupa o Projeto Atlas Linguístico do Brasil (Projeto ALiB), o léxico do português brasileiro. Dessa forma, investiga-se a variação lexical referente à área semântica <em>astros e tempo</em>, nas capitais Macapá, Boa Vista, Manaus, Belém, Rio Branco e Porto Velho, pertencentes à Região Norte do Brasil. Com dois volumes já publicados, o Atlas Linguístico do Brasil contempla aspectos da fonética, incluindo a prosódia, do léxico e da morfossintaxe e, a partir do volume de cartas linguísticas, algumas considerações iniciais já podem ser feitas sobre a diversidade de usos vinculada a áreas específicas, mas também relacionada a fatores sociais. A metodologia empregada neste trabalho consistiu na realização das seguintes etapas: i) leitura de textos teóricos referentes ao tema proposto; ii) escolha e formação do <em>corpus</em>, constituído de inquéritos das capitais selecionadas do Projeto ALiB; e iii) análise do <em>corpus</em> a fim de verificar a variedade lexical em termos diatópicos, diassexuais, diastráticos e diageracionais. Dessa forma, a análise dos inquéritos investigados busca estudar itens lexicais, como, por exemplo, <em>mês do cachorro louco</em>,<em> mês do desgosto</em>,<em> mês junino</em>,<em> mês dos casamentos </em>e<em> mês de São João</em>, presentes no repertório linguístico de informantes, homens e mulheres, da faixa etária I (18-30 anos) e da faixa etária II (50-65 anos), de nível fundamental e universitário, com o intuito de verificar o registro e a documentação da diversidade lexical do português falado no Norte do Brasil, seguindo os princípios da Geolinguística Pluridimensional, seguindo os parâmetros geográficos e sociais. Toma-se como base de análise fraseológica a teoria francesa adotada por Mejri (1997), que investiga os critérios de fixação dessas expressões e o seu uso. Para as análises de motivação semântica dos itens encontrados, busca-se aporte teórico em trabalhos como o de Ferreira e Freitas (1994). Assim, almeja-se evidenciar as comunidades de fala que fazem uso dessas lexias em seu cotidiano, como elas ocorrem, por que ocorrem, além de descrever a variedade lexical dos falares nortistas.</p> 2021-10-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 A Cor das Letras http://periodicos.uefs.br/index.php/acordasletras/article/view/7475 Um estudo geossociolinguístico de gambá no APFB e no Projeto ALiB 2021-10-06T12:20:08+00:00 Thais Dultra Pereira thaisiribinha@hotmail.com Jacyra Andrade Mota jacymota@gmail.com <p>Do confronto com os dados do <em>Atlas Prévio dos Falares Baianos </em>(APFB) (ROSSI, 1963) e do Projeto Atlas Linguístico do Brasil, chegou-se ao tema da tese (em andamento) “A fauna na Bahia: do APFB ao ALiB”, que analisa os <em>corpora </em>dessas pesquisas. O presente trabalho tem como objetivo principal a identificação das peculiaridades para a questão <em>pessoa com mau cheiro – gambá </em>(Carta 141-APFB /QSL 71-ALiB) (COMITÊ NACIONAL...2001) nos <em>corpora</em>. Os dados analisados procuram refletir o cenário linguístico e cultural das nove cidades baianas coincidentes nos documentos consultados. Acredita-se que a descrição semântico-lexical da fauna baiana aqui presentes permitirão o fornecimento de subsídios para o conhecimento do Português do Brasil, além da possibilidade de investigações de fenômenos culturais a partir dos dados linguísticos.</p> 2021-10-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 A Cor das Letras http://periodicos.uefs.br/index.php/acordasletras/article/view/7476 O que é caralho? É um palavrão? É uma parte do corpo humano? Estudo sociolinguístico-cognitivo sobre a variação categorial de um item léxico 2021-10-06T12:31:38+00:00 Ariadne Domingues Almeida ada.domingues@gmail.com <p>Apresentam-se resultados de uma pesquisa empreendida que objetivou compreender a variação categorial do item léxico <em>caralho</em> no português do Brasil. O estudo norteou-se por pressupostos da Sociolinguística Cognitiva, de sorte que travou diálogos com autores como Almeida (2016), Lakoff (1987), Rosch (1978), Santos e Lins (2016), Silva (2012). No tocante ao seu desenho metodológico, foi desenvolvido através da abordagem qualitativa do <em>corpus</em>, formado por posts feitos no site <em>Yahoo Respostas</em>; teve natureza exploratória, descritiva, interpretativa e buscou compreender as ocorrências no contexto de uso. Concluído o trabalho, constatou-se que esse item do léxico pode ser ou não categorizado como palavrão, mas, nessa categoria, seu grau de prototipicidade depende que quem o usa.</p> 2021-10-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 A Cor das Letras http://periodicos.uefs.br/index.php/acordasletras/article/view/7477 Nas trilhas da fraseologia a partir de dados orais de natureza linguística 2021-10-06T13:00:31+00:00 Marcela Moura Torres Paim marcelamtpaim@yahoo.com.br <p>Este trabalho é um produto do Projeto VALEXTRA (Variação lexical: teorias, recursos e aplicações): do condicionamento lexical às construções pragmáticas, convênio CAPES/COFECUB 838/15, celebrado entre a Universidade Federal da Bahia e a Universidade Paris 13 (Laboratoire Lexiques, Dictionnaires, Informatique), e apresenta resultados de investigação sobre a Fraseologia com base nos dados do Projeto Atlas Linguístico do Brasil (ALiB). Busca-se, a partir do material coletado na pesquisa, apresentar os fraseologismos nas entrevistas dos informantes, oriundos das capitais brasileiras, estratificados por sexo – homem e mulher – faixa etária – de 18 a 30 anos e de 50 a 65 anos – e nível de escolaridade – fundamental e universitário. A Fraseologia está sendo aqui concebida como o fenômeno da linguagem que se exprime através de associações sintagmáticas recorrentes (MEJRI, 1997). Parte-se do princípio de que as unidades fraseológicas são combinações de unidades léxicas, relativamente estáveis, com certo grau de idiomaticidade, formadas por duas ou mais palavras, que constituem a competência discursiva dos falantes, em língua materna, segunda ou estrangeira, utilizadas convencionalmente em contextos precisos, com objetivos específicos, como, por exemplo, as respostas que se obtém para a questão referente ao filho mais moço “Como se chama o nome do filho que nasceu por último ?” – <em>fim de rama, ponta de rama, raspa de tacho</em><em>.</em> No que diz respeito aos fraseologismos analisados, podem-se fazer algumas considerações: as criações lexicais pesquisadas contemplam a polilexicalidade; as unidades fraseológicas refletem uma expressão cristalizada, cujo sentido geral não é literal. Assim, as designações enfocadas possibilitam a documentação da diversidade lexical do português falado no Brasil, seguindo os princípios da Geolinguística Pluridimensional.</p> 2021-10-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 A Cor das Letras http://periodicos.uefs.br/index.php/acordasletras/article/view/7478 Nuances da diversidade na escola: problematizando bullying e preconceito 2021-10-06T13:06:35+00:00 Antonilma Santos Almeida Castro antonilma.almeida@bol.com.br <p>Este texto traz reflexões a respeito da diversidade na escola, destacando as variadas formas de registro do preconceito linguístico e <em>bullying</em>, vistas como práticas de violência presentes no contexto escolar. No decorrer do texto, são problematizados os termos: inovação, preconceito linguístico, tabus, violência e <em>bullying</em>, na direção de se compreender como tais temas reverberam no processo ensino-aprendizagem da Língua Portuguesa no ambiente escolar. É feito ainda o registro das relações entre o preconceito de forma geral, o preconceito linguístico e as práticas de <em>bullying </em>sofridas por alunos da escola básica, que se constituem ações de violência escolar. A base teórica que sustenta esta escrita centraliza a compreensão da língua com prática social, que se materializa nas interações humanas. Assim foi chamada para o diálogo a Sociolinguística, campo de estudo social da língua, a qual refuta o determinismo dos usos linguísticos e considera que os padrões sociais condicionam tais usos. Das incursões realizadas, destacam-se: a escola precisa ter melhor definido o desenho de usos linguísticos que priorize o refletir sobre a heterogeneidade linguística presente nas interações sociais, bem como as intencionalidades subjacentes aos usos; a força do preconceito que recai de igual forma sobre os que apresentam diferenças linguísticas, de crença, etnia, orientação sexual e demais nuances da diversidade na escola, via práticas de <em>bullying </em>e outras formas de violência.</p> 2021-10-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 A Cor das Letras http://periodicos.uefs.br/index.php/acordasletras/article/view/7482 A variação linguística no livro didático de Língua Portuguesa do Ensino Médio 2021-10-06T13:34:03+00:00 Marcos José de Souza professormarcos1968@hotmail.com <p>Nossa investigação tem como foco a presença da variação linguística como conteúdo de estudo nos livros de Língua Portuguesa do Ensino Médio, utilizados no período de 2001 a 2017 pelo autor deste trabalho como docente de Língua Portuguesa em uma escola no município de Fátima-Bahia. O objetivo geral é verificar como o tema deste trabalho aparece nos livros didáticos e o tratamento dado pelos autores via textos e atividades para o seu estudo em sala de aula. Para tanto, fizemos a catalogação das seis coleções usadas naquele período, fazendo o levantamento preliminar de todas as ocorrências e localizando o momento em que o conteúdo aparece no livro didático (e quando aparece); em seguida, analisamos todas as ocorrências de cada coleção. A segunda fase da elaboração do artigo deu-se com o cotejamento dos resultados da investigação daquela primeira fase, com algumas das principais autoridades no tema da Sociolinguística e ainda com o que dizem os documentos orientadores produzidos e divulgados pelo Ministério da Educação para o ensino de Língua Portuguesa no Ensino Médio. Constatamos que o tema Variação Linguística está presente em cinco das coleções usadas e em todas as ocorrências, tanto os textos, quanto as atividades de compreensão e de análise, primam pelo conhecimento e pelo respeito à diversidade da Língua Portuguesa. Entretanto, mesmo sob a égide de combater o preconceito linguístico, alguns estereótipos permanecem, o que pode ser configurado como preconceito linguístico. São usados bons textos dos mais variados gêneros e tipos e de diversos autores nacionais, de todos os cantos do Brasil, incluindo trechos teóricos nos exercícios acima apontados. Este artigo tem uma relação direta com o nosso trabalho cotidiano na docência de Língua Portuguesa, pois enfatizamos a diversidade, inclusive com os exemplos do cotidiano dos nossos alunos, uma vez que a maioria absoluta é residente na zona rural e, mesmo em um pequeno município como o nosso, a variação é presente, inclusive no meio em que os alunos vivem, sendo essa variação marcadamente identificada pela faixa etária dos sujeitos. Enquanto os jovens e as crianças frequentam a escola, os idosos não frequentaram e entre os adultos o índice ainda é baixo. Por este e outros motivos nossa sala de aula sempre foi um laboratório vivo, com diversidade linguística e, por extensão, cultural.</p> 2021-10-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 A Cor das Letras http://periodicos.uefs.br/index.php/acordasletras/article/view/7479 Diálogos entre a Lexicografia Histórico-Variacional e o Ensino de Língua Portuguesa 2021-10-06T13:20:00+00:00 Cemary Correia de Sousa cemarycorreia@bol.com.br Jane Keli Almeida da Silva janekelialmeida@gmail.com Lisana Rodrigues Trindade Sampaio lisanasampaio@ufrb.edu.br <p>Este trabalho tem por objetivo propor reflexões acerca dos diálogos entre a Lexicografia histórico-variacional e o ensino de língua portuguesa. Para isso, utilizam-se os aportes teóricos da Dialetologia; da Lexicografia histórico-variacional e dos <em>Parâmetros Curriculares Nacionais</em> (PCN) para o Ensino Fundamental. No que tange à composição do <em>corpus,</em> este estudo foi constituído a partir de respostas coletadas através do <em>Questionário Semântico-Lexical </em>(QSL)<em>,</em> um dos instrumentos metodológicos do ALiB, referente a 14 áreas temáticas – Acidentes geográficos; Alimentação e cozinha; Astros e tempo; Atividades agropastoris; Ciclos da vida; Convívio e comportamento social; Corpo humano; Fauna; Fenômenos atmosféricos; Habitação; Jogos e diversões infantis; Religião e crenças; Vestuário e acessórios e Vida urbana –, totalizando 202 questões, em 6 capitais da Região Norte do Brasil: Macapá, Boa Vista, Manaus, Belém, Rio Branco e Porto Velho. Como resultados, apresentam-se alguns verbetes que compõem a macroestrutura do <em>Vocabulário Dialetal da Região Norte do Brasil</em>, como anteontem, chamechuga, vagem, cosca, os quais podem funcionar como uma proposta pedagógica para o ensino da língua portuguesa em perspectiva sincrônica e diacrônica, orientada, evidentemente, pela diversidade linguística. Nesse sentido, a análise dos dados possibilitou realizar o registro lexicográfico e a documentação da diversidade lexical do português falado no Brasil, seguindo os princípios da Geolinguística Pluridimensional, representando assim um contributo importante para as discussões engendradas no âmbito do ensino de língua portuguesa e da constituição do seu léxico em perspectiva histórica.</p> 2021-10-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 A Cor das Letras http://periodicos.uefs.br/index.php/acordasletras/article/view/7480 O uso da literatura de cordel no ensino de variação linguística 2021-10-06T13:24:39+00:00 José Luiz Santos de Jesus stos_nino@icloud.com Laura Camila Bráz de Almeida profa.laura.almeida.ufs@gmail.com <p>Este trabalho apresenta resultados de uma pesquisa sobre Literatura de Cordel e variação linguística nas aulas de Língua Portuguesa. A partir da leitura dos cordéis <em>A chegada de Lampião no céu</em>, de Rodolfo Coelho Cavalcante, e <em>A chegada de Lampião no inferno</em>, de José Pacheco, o objetivo da pesquisa é discutir acerca da variação linguística e suas contribuições na compreensão de textos de diferentes naturezas, colaborando na construção de sentidos. Segundo Paim (2019), a Dialetologia e a Sociolinguística podem ajudar os professores na sua prática educativa, atuando na constituição da identidade social, coletiva e linguística do indivíduo. É importante que se dê ao aluno a consciência de que variações linguísticas existem e que elas podem representar a história de um povo. Foi utilizada como metodologia o procedimento chamado Sequência Didática, elaborado por Dolz, Noverraz e Schnewly (2004), em que consiste na sequenciação de atividades, escritas e de leitura, que contribuem para o propósito das aulas. Os resultados obtidos com a pesquisa foram satisfatórios. O ensino da variação linguística presente no cordel utilizado ocorreu em forma de debates, quando as variações eram percebidas na leitura.&nbsp; Ao buscar o significado de cada exemplo da diversidade lexical da língua presente nesses cordéis, e em produção textual, os alunos relataram a importância de se estudar variações linguísticas e o uso do cordel nas aulas de Língua Portuguesa.</p> <p>&nbsp;</p> 2021-10-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 A Cor das Letras http://periodicos.uefs.br/index.php/acordasletras/article/view/7481 Diálogos necessários e interfaces possíveis entre a Dialetologia e a Sociolinguística: entrevista com a professora e pesquisadora Jacyra Andrade Mota 2021-10-06T13:29:16+00:00 Clézio Roberto Gonçalves cleziorob@gmail.com.br Josane Moreira de Oliveira josanemoreira@hotmail.com 2021-10-18T00:00:00+00:00 Copyright (c) 2021 A Cor das Letras