A Cor das Letras http://periodicos.uefs.br/index.php/acordasletras <p>A Revista <em>A Cor das Letras </em>(<strong>e-ISSN 2594-9675</strong><strong> e ISSN 1415-8973</strong>) é uma publicação quadrimestral do Programa de Pós-Graduação em Estudos Linguísticos, do Programa de Pós-Graduação em Estudos Literários e do Mestrado Profissional em Letras do Departamento de Letras e Artes da Universidade Estadual de Feira de Santana e tem por objetivo divulgar trabalhos inéditos relacionados à área de Letras - Estudos Linguísticos e Filológicos, Estudos Literários e Ensino-Aprendizagem de Línguas e Literaturas.</p> <h4>__________________________________________________________</h4> <p><em>A Cor das Letras </em>(<strong>e-ISSN 2594-9675</strong><strong> e ISSN 1415-8973</strong>) is a four-monthly publication of the Postgraduate Program in Linguistic Studies, in Literary Studies and the Professional Master's Degree of the Department of Arts and Letters of the State University of Feira de Santana and aims to disseminate original works related to the area of Languages: Linguistic and Filological Studies, Literary Studies and teaching and learning of Languages and Literature.</p> UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA pt-BR A Cor das Letras 1415-8973 <p>Copyright (c) 2021 Revista A Cor das Letras</p> <p><a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/" rel="license"><img src="https://i.creativecommons.org/l/by-nc-sa/4.0/88x31.png" alt="Creative Commons License" /></a><br />This work is licensed under a <a href="https://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/4.0/" rel="license">Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License</a>.</p> <p><a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/3.0/" rel="license"><img src="http://i.creativecommons.org/l/by-nc-sa/3.0/88x31.png" alt="Licença Creative Commons" /></a><br />Este trabalho foi licenciado com uma Licença <a href="http://creativecommons.org/licenses/by-nc-sa/3.0/" rel="license">Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada</a>.</p> <p> </p> Apresentação do dossiê http://periodicos.uefs.br/index.php/acordasletras/article/view/8246 <p>Este dossiê foi inspirada em três “interesses de paixão”: um evento, um desafio a novas leituras e uma resposta política aos ventos conservadores e de ódio que têm nos atingido nos últimos tempos. O evento foi o Webinário Estudos Amadianos (I e II), promovido por uma série de instituições e liderado pela Universidade do Estado da Bahia – UNEB, e através do veículo de comunicação Canal Universidade da Gente do Youtube e do Prof. Dr. Gildeci Oliveira Leite. Ocorridos em 2020 e 2021, os dois webnários foram capazes de reunir uma série de pesquisadores em torno de Jorge Amado provenientes de todo o Brasil e de alguns países.</p> Adeítalo Manoel Pinho Eduardo Coutinho Gildeci Leite Copyright (c) 2022 A Cor das Letras https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-05-07 2022-05-07 23 1 4 6 10.13102/cl.v23i1.8246 A particularidade árabe de Jorge Amado http://periodicos.uefs.br/index.php/acordasletras/article/view/6234 <p>O presente artigo trata do estudo das configurações árabes na obra de Jorge Amado. Para tanto, elegemos como textos privilegiados dessa pesquisa os vinte e quatro romances publicados pelo autor, onde buscamos observar as similaridades e diferenças nas representações do imigrante árabe, bem como as linhas responsáveis pela configuração da identidade árabe-brasileira do sul da Bahia, tecida pela inter-relação entre os traços culturais do sertanejo e os traços culturais dos árabes, ambos tangidos de suas terras, pela necessidade ou pelas guerras. Como referencial teórico metodológico, nos valeremos das contribuições de Edward Said, no que diz respeito à compreensão do universo árabe no Ocidente; dos estudos de Alice Raillard acerca das escolhas estéticas do escritor baiano; e das confissões do próprio autor sobre o seu fazer literário.</p> Valter Luciano Gonçalves Villar Copyright (c) 2021 Universidade Estadual de Feira de Santana https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-05-07 2022-05-07 23 1 7 21 10.13102/cl.v22i3.6234 A transcendência dos opostos: um phármakon amadiano http://periodicos.uefs.br/index.php/acordasletras/article/view/7491 <p>Resumo: O <em>guia</em> turístico e literário <em>Bahia de Todos os Santos: guia de ruas e mistérios </em>(1977)<em>,</em> de Jorge Amado, a partir dessa edição atualizada e ilustrada por Carlos Bastos, constrói a imagem turística, cultural e identitária da cidade do Salvador. A sugestão de leituras com as quais supomos que a obra dialoga, dentre elas a análise a partir da hermenêutica das entidades das religiões brasileiras de matriz africana, com destaque para Exú, divindade de caráter ambivalente, levou-nos a produzir alguns agenciamentos e encontros, que permitem ampliar a interpretação da história e das relações culturais presentes na narrativa amadiana. Fomos conduzidos, por ela, a tecer algumas provocações que foram auxiliadas pelas filosofias&nbsp; de Derrida (2005) e Deleuze (2009) para pensar outras questões movidas pela dispersão e subversão do <em>phármakon</em> de herança africana. &nbsp;</p> Tatiane Almeida Ferreira Copyright (c) 2021 A Cor das Letras https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-05-07 2022-05-07 23 1 22 41 10.13102/cl.v22i3.7491 ABC de Antônio Balduíno, um Bildungsroman do herói negro na narrativa brasileira http://periodicos.uefs.br/index.php/acordasletras/article/view/6230 <p>Este artigo objetiva dar corpo à ideia de que o romance <em>Jubiabá</em>, de Jorge Amado pertence à filiação do <em>Bildungsroman</em>, sendo uma variação de sua matriz burguesa europeia, isso porque a história se aclimatou às necessidades do romance da década 30, dando voz aos proletários, erigindo um herói negro que representa todos os trabalhadores da classe baixa, promovendo a emancipação deste como sujeito na narrativa brasileira. Nela, vê-se um herói que passa por uma jornada em papeis diversos, onde vai de malandro a trabalhador, da infância no morro do Capa Negro à fase adulta com as greves e lutas coletivas vividas no cais do porto. Em sua itinerância, espaço-tempo de inúmeras aprendizagens, o protagonista, se encantou pelo cordel e sonhou com a possibilidade de um dia ser cantado como herói em um ABC. Nas reflexões aqui postas foi possível perceber ainda que no romance, Jorge Amado segue apresentando a Bahia, especificamente o entrelaçamento entre a sua cultura popular e a sua religiosidade, traz à luz a presença dos contadores de histórias, dos cordelistas, dos compositores de ABC, dos sambistas, das giras de Candomblé, do Pai de Santo Jubiabá, da mitologia dos Orixás, apresentando um grande painel de parte importante da cultura oral baiana. Para compor a imagem do seu herói, Jorge Amado se inspirou nessa confluência entre a tradição oral e a tradição romanesca do <em>Bildungsroman</em> e a apresentou no romance <em>Jubiabá</em>.</p> Weslei Roberto Candido Luciene Souza Santos Copyright (c) 2022 Universidade Estadual de Feira de Santana https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-05-07 2022-05-07 23 1 42 52 10.13102/cl.v22i3.6230 Andejos e desterrados nas narrativas do cacau de Jorge Amado http://periodicos.uefs.br/index.php/acordasletras/article/view/7033 <p class="Standard">O presente artigo analisa a presença de dois tipos de personagens nas chamadas obras do cacau de Jorge Amado: <em>Cacau</em> de 1933, <em>Terras dos sem fim</em> de 1943, <em>São Jorge dos Ilhéus</em> de 1944, <em>Gabriela, cravo e Canela</em> de 1958 e <em>Tocaia Grande</em> de 1984. São eles: os andejos e os desterrados. Andejos são personagens de intensa mobilidade geográfica, que se deslocam por motivos econômicos e/ou prosaicos. Desterrados são deslocados por injunções históricas coletivas (guerra, fome etc.), que buscam permanência em lugar que lhe acene possibilidades econômicas, culturais e emocionais de vida. Tais nomenclaturas (andejo e desterrado) não expressam conceitos fechados ou indicam entidades fixas. São estabelecidas aqui pelas possibilidades de suplementação de uma identidade móvel (DERRIDA, 2005), com a qual valores culturais são negociados.</p> Marcos Aurélio Souza Copyright (c) 2021 Universidade Estadual de Feira de Santana https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-05-07 2022-05-07 23 1 53 62 10.13102/cl.v22i3.7033 Ancestralidade em Pastores da Noite de Jorge Amado http://periodicos.uefs.br/index.php/acordasletras/article/view/7099 <p>A proposta do artigo é abordar em <em>Pastores da Noite</em> de Jorge Amado a presença da ancestralidade como recurso que movimenta o enredo, tanto no que se refere à linguagem como a outros elementos subjacentes da narrativa. A produção de Jorge Amado no geral é explorada pela crítica a partir de fundamentos eurocêntricos, tais apostas de estudo, todavia, incorreram em inúmeros erros de pesquisa ao longo das últimas décadas, os quais acabaram por posicionar indevidamente a literatura amadiana nos espaços acadêmicos. Nesta análise a pretensão é lançar outros olhares teóricos à obra do autor, relacionando-a aos fundamentos da filosofia africana de raízes ancestrais. As principais referências bibliográficas que embasam a proposta deste trabalho são Amadou Hampatê Bâ (2021), Fábio Leite (2008), Eduardo Oliveira (2017) e Jurema José Oliveira (2018)</p> Poliana Bernabé Leonardeli Fransueiny Fleischmann Copyright (c) 2021 Universidade Estadual de Feira de Santana https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-05-07 2022-05-07 23 1 63 73 10.13102/cl.v22i3.7099 Jorge Amado e o mito da família de Ojuaruá http://periodicos.uefs.br/index.php/acordasletras/article/view/7764 <p>As literaturas negro-orais corroboram com a construção das identidades brasileiras, especialmente no que concerne a representação da identidade baiana, elas são uma das riquezas encontradas na literatura de Jorge Amado. A Obra <em>O Compadre de Ogum</em> traz consigo representações identitárias primordiais para a compreensão da influência dos mitos negros no corpo social brasileiro. Nela, Jorge Amado demonstra, através dos mitos do candomblé na vida dos sujeitos/iniciados, a continuidade das identidades negras, e faz isso numa narrativa assentada no humor e sincretismo. Desse modo, o presente artigo, a partir das reflexões de estudiosos como Stuart Hall (2014), Luiz Silva (2010), consiste numa análise de identidades negras e suas representações por meio da família de Ojuaruá, uma família com identidades complexas. Todavia, a narrativa demonstra como estamos todos, personagens ficcionais ou reais, imersos no contexto mitológico dos orixás. A representação da poética dos orixás e suas identidades, em <em>O Compadre de Ogum</em>, nos permite estudar dispositivos que se apresentam como traços de denúncia de racismo religioso, bem como, também permite analisar que a vida está em confluência a mitologia negro-religiosa. Portanto, se discute sobre representações e identidades de personagens negras em suas formas e movimentos na sociedade representada pela literatura amadiana.</p> Alisson Vital Oliveira Santos Edil Costa Silva Copyright (c) 2022 A Cor das Letras https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-05-07 2022-05-07 23 1 74 93 10.13102/cl.v22i3.7764 Modos de existir e resistir, à margem: leituras possíveis em Jorge Amado http://periodicos.uefs.br/index.php/acordasletras/article/view/7790 <p>O objetivo deste artigo é apontar chaves para a leitura de algumas produções de Jorge Amado, no recorte temporal de 1958-1988, a fim de identificar em que medida as personagens marginalizadas dessas obras operam, através de suas individualidades, transformações sócio-políticas nas comunidades ficcionais onde atuam. Essas figuras ex-cêntricas possuem corpos políticos que, na peculiaridade dos seus modos de existir no mundo, luzem resistências. Além disso, traçarei conexões entre a politização evocada nos textos amadianos, suas sugestões reflexivas e críticas, com demandas presentes ainda na agenda da sociedade brasileira e da produção literária contemporânea.</p> Pedro Dorneles Da Silva Filho Copyright (c) 2022 A Cor das Letras https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-05-07 2022-05-07 23 1 94 110 10.13102/cl.v22i3.7790 O itinerário do narrador em Os velhos marinheiros ou o capitão-de-longo-curso de Jorge Amado http://periodicos.uefs.br/index.php/acordasletras/article/view/7096 <p><strong>Resumo</strong>: O presente artigo propõe-se a analisar o romance de Jorge Amado, <em>Os velhos marinheiros</em> <em>ou o capitão-de-longo-curso, </em>de 1961, tomando como eixo condutor o diálogo que o mesmo estabelece com a tradição literária picaresca. Objetiva-se situar a obra amadiana no prolongamento da tradição picaresca, identificando as características que ela incorpora do gênero e a maneira como ela as transforma, contribuindo para o surgimento do romance neopicaresco no Brasil, focando o narrador-personagem. Revisita-se o surgimento do gênero picaresco na literatura espanhola e sua sobrevivência na literatura ocidental, com a finalidade de examinar sua adaptação a um outro contexto, o do cenário baiano do Brasil do século XX, com suas especificidades sociais, históricas e culturais. Apoia-se, no conceito de González, com a finalidade de precisar a contribuição específica do romance de Jorge Amado à literatura pícara moderna.</p><p> </p><p><strong>Palavras-chave:</strong> Jorge Amado. Romance neopicaresco. Narrador.</p><p> </p> Denise Dias Copyright (c) 2022 Universidade Estadual de Feira de Santana https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-05-07 2022-05-07 23 1 111 125 10.13102/cl.v22i3.7096 O sincretismo religioso e a relevância sociocultural da literatura de Jorge Amado http://periodicos.uefs.br/index.php/acordasletras/article/view/7487 <p>O artigo tem o objetivo de discutir sobre o sincretismo religioso, considerado uma maneira de “disfarce” (PRANDI, 2009, p. 50) para os escravos cultuarem os seus deuses ou orixás oriundos da grande mãe África. Além de ser visto, também, por outros teóricos, como uma estratégia para o homem negro e a mulher negra serem aceitos pela sociedade branca do período colonial escravagista. Paralelo a estas discussões de caráter sincrético, o artigo também ressalta a literatura de engajamento e relevância sociocultural do escritor Jorge Amado (1912 – 2001) por meio de algumas passagens das obras: <em>Tenda dos Milagres</em> (1969) e <em>Mar Morto</em> (1936), que discutem questões a respeito do racismo, da intolerância religiosa e do próprio sincretismo religioso presente na imagem da orixá Iemanjá, destacando, assim, os seus rituais.</p> Marcelo Barbosa dos Santos Copyright (c) 2021 A Cor das Letras https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-05-07 2022-05-07 23 1 126 140 10.13102/cl.v22i3.7487 Por um ciclo do cacau ampliado: Gabriela, cravo e canela, de Jorge Amado http://periodicos.uefs.br/index.php/acordasletras/article/view/7022 <p>O presente artigo pretende examinar o romance <em>Gabriela, cravo e canela</em>,<em> </em>publicado 1958 pelo escritor baiano Jorge Amado (1912-2001). A narrativa <em>in foco</em> insere-se no conjunto de histórias que têm a cultura cacaueira e o território sul baiano em comum, daí entendermos que a obra em questão faz parte de um ciclo, o ciclo ampliado do cacau. Desse modo, em contato com o composto de narrativas do cacau, em especial <em>Gabriela</em>, é possível perceber além da vida e da lida das mais distintas figuras estético-sociais, o complicado processo de desenvolvimento local e, por extensão, a contraditória modernização nacional. Os limites do latifúndio e das oligarquias rurais ao serem confrontados por uma certa classe burguesa liberal ascendente, sucumbem parcialmente. E é sobre esse processo sócio-político-econômico que se sustentam os romances do ciclo do cacau amadiano. <em>Gabriela, cravo e canela</em> talvez seja a narrativa mais bem-acabada de tal circuito: ajustada, do ponto de vista estético, dentre outros fatores, no embate político entre o velho Ramiro Bastos e o exportador Mundinho Falcão, consegue dar a ver as limitações e os impasses de uma ordem em crise, no tocante ao fenecimento de uma era e ao surgimento de um “mandonismo modificado”.</p> João Paulo Ferreira dos Santos Edvaldo Aparecido Bergamo Copyright (c) 2022 Universidade Estadual de Feira de Santana https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-05-07 2022-05-07 23 1 141 162 10.13102/cl.v22i3.7022 Representações da pluralidade cultural na luta para a inclusão e contra o racismo. O sonho intercultural na vida e na obra de Jorge Amado http://periodicos.uefs.br/index.php/acordasletras/article/view/7781 <p>Nosso trabalho tem o objetivo de refletir sobre a noção de Pluralidade Cultural na obra de Jorge Amado. Por isso busca problematizar as relações entre o conceito de Alteridade, Racismo e o pensamento do escritor brasileiro Jorge Amado (1912-2001) que fez da literatura uma ferramenta para lutar contra os preconceitos raciais. Analisando alguns momentos importantes da&nbsp; sua biografia e alguns elementos de mediação simbólica, presentes em obras literárias como "Capitães da Areia", "Gato Malhado e Andorinha Sinhá" (1948), "Dona Flor e seus dois maridos" (1966) e "Tenda dos Milagres" (1969), mostramos a modernidade e atualidade do pensamento de Jorge Amado também em relação ao conceito de Intercultura. O trabalho aqui proposto é parte integrante das pesquisas que viemos desenvolvendo desde 2010 e que começamos a apresentar no Curso Jorge Amado 2012 - II Colóquio de Literatura Brasileira, na Academia de Letras da Bahia-ALB. (Brasil).</p> Antonella Rita Roscilli Copyright (c) 2022 A Cor das Letras https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-05-07 2022-05-07 23 1 163 172 10.13102/cl.v22i3.7781 Gabriela: revistiando o seu tempo e a sua glória http://periodicos.uefs.br/index.php/acordasletras/article/view/7426 <p>Este texto pretende fazer uma releitura do romance <em>Gabriela, cravo e canela</em>, de Jorge Amado, rememorando o tempo da sua escritura sem perder de vista o período da sua publicação, o ano de 1958, a década em que foi escrito e seus valores, tanto políticos quanto estéticos, considerando que a transparência histórica que perpassa toda a obra do escritor, favorece o reconhecimento do contexto em que seus escritos foram produzidos. Gabriela é a primeira personagem feminina construída, nesse contexto, uma representação literária que denuncia a afirmação e o anseio do autor de representar e exportar a cultura de sua terra e de seu povo, através do exotismo e da exuberância. Para tanto foi realizada uma extensa pesquisa bibliográfica, representativa das leituras e avaliações do romance considerado como um marco divisor e como um dos romances mais emblemáticos do escritor Jorge Amado.</p> Alzira Tude Sa Copyright (c) 2022 A Cor das Letras https://creativecommons.org/licenses/by-nc-nd/4.0 2022-05-07 2022-05-07 23 1 173 184 10.13102/cl.v22i3.7426