HEIDEGGER E O FIM DA METAFÍSICA

Adrielle Costa Gomes de Jesus

Resumo


Para Heidegger, com a chegada da era da metafísica acabada deve advir uma proposta de “outro começo”, no qual assumiríamos uma relação mais originária com a nossa historicidade mediante um confronto meditativo com a tradição e com o presente. O que ele assume como tarefa de suas reflexões e como proposta de superação da metafísica, a partir da Kehre. Contudo, Heidegger admite que essa transição depende mais de determinadas disposições históricas do que de um empenho de superação. O que faria do pensador parte de um desvelamento histórico. Isso conduz a alguns interpretes a considerarem a sua filosofia, não só como uma tentativa de preparar um período pós-metafísico da história, mas também como parte de realização desse período da metafísica acabada. John Sallis considera Ser e tempo e os escritos da segunda fase como parte dessa realização. Nesse artigo, abordamos alguns aspectos essenciais da crítica sobre o fim da metafísica, bem como da proposta de superação desenvolvida por Heidegger tanto em Ser e tempo, quanto a partir da Kehre, para com base nelas questionar a tese de J. Sallis de que Ser e tempo é parte de uma realização do fim da metafísica.

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Referências


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/ideac.v1i38.4285

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eISSN: 2359-6384