O laboratório como espaço da produção dos fatos científicos no pensamento de Latour e Woolgar

Vinícius Carvalho da Silva, Renato da Silva Vicentini, Harumi Matsumoto, Breno Sabino Leite de Souza

Resumo


Neste artigo faremos uma apresentação crítica do “realismo ascendente” de Bruno Latour e Steve Woolgar, em Vida de Laboratório, obra em que investigam o funcionamento de um laboratório de neuroendocrinologia buscando compreender como os fatos científicos são socialmente construídos. Assumindo uma postura radical, descartam a ontologia realista mais comum, rompem com a epistemologia da filosofia da ciência tradicional, com a história e a sociologia da ciência e mesmo com a antropologia. Concluem que o laboratório – primeiro aquele específico, estudado, e depois em sentido geral – é um espaço de produção literária técnica onde os fatos científicos são construídos. A concepção de ciência dos autores levanta problemas filosóficos tradicionais, além de requerer uma formalização lógica.

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Referências


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/ideac.v1i40.4426

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eISSN: 2359-6384