MARÍA LUGONES E A DESCOLONIZAÇÃO DO FEMINISMO

Autores

  • Ayanne Larissa Almeida de Souza Departamento de Letras e Artes. Universidade Estadual da Paraíba.
  • Valmir Pereira Departamento de Filosofia. Universidade Estadual da Paraíba.

DOI:

https://doi.org/10.13102/ideac.v1i42.4872

Resumo

Filósofa feminista nascida na Argentina, María Lugones interessou-se por analisar diversas formas de resistência diante das múltiplas opressões. Responsável pela análise do feminismo descolonial, desenvolveu o conceito de colonialidade de gênero, através do qual afirma ser o gênero uma imposição colonial. A partir de seus trabalhos Heterossexualismo e o Sistema Colonial/Moderno de Gênero e Rumo a um feminismo descolonial, pretendemos apresentar as principais ideias da autora, as quais focam na questão da colonialidade e o impacto que esta teve sobre as formações dos gêneros, bem como das múltiplas formas de resistência em face da opressão. Seguindo a teoria da colonialidade, de Aníbal Quijano, concluímos junto a autora que o gênero é uma imposição colonial, um sistema classificatório do processo da colonização cujo objetivo era submeter, subjugar e dominar as pessoas de maneiras distintas, levando em consideração fatores classicistas e étnicos.

Biografia do Autor

Ayanne Larissa Almeida de Souza, Departamento de Letras e Artes. Universidade Estadual da Paraíba.

Doutoranda em Literatura e Estudos Culturais pela Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Possui mestrado em Literatura e Estudos Culturais pelo mesmo programa. Graduada em história e filosofia pela mesma instituição. Professora da educação básica do estado da Paraíba. Professora substituta do curso de História na Universidade Estadual da Paraíba.

Valmir Pereira, Departamento de Filosofia. Universidade Estadual da Paraíba.

Possui Doutorado e Mestrado em Educação Escolar pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP). Graduado em História e Filosofia. Professor efetivo da Universidade Estadual da Paraíba, lotado no departamento de Filosofia.

Referências

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Publicado

2020-12-17

Edição

Seção

Dossiê