O PAPEL DA MULTIDÃO NOS DISCORSIS DE NICOLAU MAQUIAVEL

Autores

  • Eurico Pereira de Souza Aluno da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo ( PUCSP). Professor na Universidade Cidade de São Paulo (UNICID).

DOI:

https://doi.org/10.13102/ideac.v1i42.5082

Resumo

Considerando alguns capítulos do Livro I  dos  “ Discorsi “  de Nicolau Maquiavel, pretende-se  apresentar  uma reflexão de como o  pensador florentino pensou  o papel da multidão na república.   Neste  sentido, se verificará, a partir das observações de Maquiavel, os aspectos críticos das ações da multidão,  suas respostas  a certos interlocutores, as forças e as fraquezas da multidão no processo político  e, de certa maneira,  explicitar a opção do secretario florentino  por um republicanismo de base popular, na medida em que ele compreendia o povo como um ator fundamental para a conservação dos valores republicanos.  Maquiavel estava ciente de que sua avaliação incomodava interlocutores, e, devido a isto, pretende-se apresentar algumas posições contrárias às teses do Secretário de Florença, no caso, as observações de  Francesco Guicciardini.

Biografia do Autor

Eurico Pereira de Souza, Aluno da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo ( PUCSP). Professor na Universidade Cidade de São Paulo (UNICID).

Eurico Pereira de Souza, formado em Filosofia em 1993, e mestrado em 2005, ambos pela PUC/SP. Atualmente é doutourando em Filosofia pela mesma universidade.

Leciona no curso superior desde agosto de 1997, prioritariamente nos cursos de Pedagogia, Administração e Direito. Atualmente é professor no curso de Pedagogia, vinculado ao Departamento de Pedagogia da Universidade Cidade de São Paulo.

CV LATTES  5065532932972503 

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2020-12-17

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