ANGELA DAVIS, AS MULAS DO MUNDO E A MÚSICA: POR UM NOVO PARADIGMA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.13102/ideac.v1i42.5203

Resumo

Resumo: O presente artigo deseja apresentar possibilidades de mudanças de paradigma a partir da proposta da filósofa americana Angela Davis de considerar as mulheres negras como o mais elevado padrão de medida da humanidade. Ilustramos esta proposta contemporânea com a investigação realizada pela autora em Blues Legacies and Black Feminism. Gertrude “Ma” Rainey, Bessie Smith e Billie Holiday (1998), onde fica claro como o blues, através da música, influenciou a práxis do universo feminino. Tendo como objetivo a ampla delineação da mulher que permeia as obras da autora, vamos mostrar como se constrói a afirmação do sujeito feminino negro ao longo da história, salientando como a interseccionalidade é imprescindível quando o tema é o feminismo. Em outras palavras, é necessária e fundamental a análise de aproximações e distanciamentos existentes entre as pautas levantadas pelas teorias do feminismo, trazendo à baila a importância de se pensar gênero, raça e classe como intricados e não separados entre si.

Palavras chave: Feminismo Negro, Gênero, Raça, Mudança de paradigma.

Keywords: Black Feminism, Genre, Race, Changing of Paradigma.

Biografia do Autor

Imaculada Maria Guimarães Kangussu, UFOP

Departamento de Filosofia

Instituto de Filosofia, Artes e Cultura

Universidade Federal de Ouro Preto

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Publicado

2020-12-17

Edição

Seção

Dossiê