A PRIMAVERA DE 2016

Carolina Araújo

Resumo


Este artigo analisa a chamada "primavera de 2016", o movimento que neste ano começou a chamar a atenção para a baixa proporção de mulheres na comunidade filosófica brasileira e o pouco reconhecimento que ela atribui tanto à obra de filósofas, quanto à pesquisa filosófica sobre questões de gênero. Ele traz uma sumária descrição – sem pretensão de exaustividade – dos eventos de 2016. A seguir analisa o impacto desse movimento ao comparar três indicadores. O primeiro são os eventos acadêmicos sobre mulheres e filosofia divulgados pelo boletim da ANPOF, Associação Nacional de Pós-Graduação em Filosofia entre 2014 e 2019. O segundo são as menções em geral ao tema da relação entre mulheres e filosofia no sítio web da ANPOF. Esses dois indicadores foram selecionados pela seguinte razão: A maioria das atividades acadêmicas da área de filosofia tem divulgação local ou direcionada a um pequeno grupo de especialistas. Quanto se trata de tornar pública uma atividade ou uma questão, o sítio web da ANPOF, suas notícias e em particular o seu Boletim periódico são o principal e consolidado veículo para essa comunidade. Se a análise da “primavera” é uma análise sobre a visibilidade de uma questão dentro desse grupo, esse sítio é a fonte primária de referência. Uma vez quantificados os dois indicadores, passa-se à apresentação dos números oficiais de mulheres entre alunos e professores na Pós-Graduação em Filosofia no Brasil entre 2014 e 2018. Esses últimos nos mostram um fenômeno muito peculiar no que tange aos discentes de doutorado, já que nesse grupo se nota um aumento de 10 pontos no percentual de mulheres no ano de 2018.


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Referências


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/ideac.v1i42.5488

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eISSN: 2359-6384