LINGUAGEM, OBJETO E INTENSÃO: UMA LINHA INVESTIGATIVA DO INTENSIONALISMO NÃO CONCILIÁVEL COM A METAFÍSICA

Autores

  • Lucas Ribeiro Vollet ufsc

DOI:

https://doi.org/10.13102/ideac.v1i43.5943

Resumo

A política de policiamento rigoroso dos atributos e outros esquemas de individuação feita por W. Quine – em Relatividade Ontológica e outros ensaios (1969) – guarda uma semelhança argumentativa com a polarização da ciência contra a antropomorfização do discurso teórico. Apesar de disfarçada, essa semelhança retórica encontra eco em trechos de Falando de Objetos e em Dois Dogmas do Empirismo. Nesse artigo, seguindo a sugestão de Ruth B. Marcus de que o discurso intensional se distingue do extensional por uma pretensão de força da identidade invocada, iremos propor que Quine está preso a um preconceito cientificista antigo, cuja característica principal é a incapacidade de reconhecer – ou relegar à recursos de uma época pré-científica (antropomórfica) – meios não ortodoxos ou informais de consolidar a força dos padrões de identidade da linguagem. Isso nos ajudará a sugerir um argumento em que a discussão sobre as intensões envolve uma miscigenação com problemas hermenêuticos e históricos sobre o significado e a interpretação.

Biografia do Autor

Lucas Ribeiro Vollet, ufsc

Possui graduação em filosofia pela Universidade Federal de Santa Catarina (2008), mestrado em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Catarina (2011), e doutorado em Filosofia (2016) pela mesma Universidade, atuando principalmente no seguinte tema: juízo, razão prática, validade, ciência.

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Publicado

2021-06-13

Edição

Seção

Artigos