O AMOR COMO FUNDAMENTO ONTOLÓGICO DA ORDEM EM SANTO AGOSTINHO

Autores

  • Francisco Romário de Queiroz Silva Universidade do Estado do Rio Grande do Norte
  • Francisco Clebio Figueiredo Universidade do Estado do Rio Grande do Norte

DOI:

https://doi.org/10.13102/ideac.v1i43.6225

Resumo

Considerando a relevância que os termos ordem e amor possuem na doutrina de Santo Agostinho, objetiva-se apresentar como o amor constitui-se o fundamento ontológico da ordem nos escritos agostinianos. Para tanto, procede-se à um estudo da teoria dos dois amores e das duas cidades, bem como a uma investigação do conceito de ordem em Santo Agostinho. Desse modo, observa-se que o amor é um impulso que move a vontade do homem a um determinado objeto e, por sua vez, é a origem e o princípio das duas cidades. O amor será reto se, obedecendo à ordem hierárquica dos seres, tender ao que há de mais elevado, de modo que o indivíduo ascenda ao inteligível. Por outra via, o amor será desordenado se o homem, não distinguindo os seres superiores dos inferiores, optar por usar do que se deve fruir e fruir do que deve ser utilizado. Enquanto o amor unicamente a si é a origem mesma da desordem, o amor desprendido e devotado a Deus e ao próximo é o fundamento da comunhão. O que permite concluir que o amor constitui o fundamento da ordem na ontologia de Santo Agostinho.

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Publicado

2021-06-13

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Artigos