GIORGIO VASARI: (N)O ALVORECER DA ERA DA ARTE

Autores

  • Charliston Nascimento Universidade Estadual de Feira de Santana - UEFS

DOI:

https://doi.org/10.13102/ideac.v1i43.7233

Resumo

Le Vite” (As Vidas), de Giorgio Vasari, é reconhecidamente um dos textos mais relevantes da história da arte. Sob a perspectiva de biografar os mais renomados pintores, escultores e arquitetos de sua época, o texto vasariano se tornou célebre tanto como uma primeira história da arte, como o registro basilar para o estudo da arte italiana renascentista e, por fim, também para a compreensão do desenvolvimento e entendimento da arte em um de seus períodos históricos mais proeminentes, qual seja, a arte italiana de Cimabue a Michelangelo Buonarroti. Esses fatos podem nos conduzir a uma interpretação equivocada: a de que o texto de Vasari seja uma obra delimitada ao mero estudo histórico e artefatual, de modo que expandir a compreensão dos fenômenos que aquela obra abarca para os problemas filosóficos da arte de nosso tempo ou da arte em geral constituiria uma tarefa fadada ao anacronismo. No presente artigo, demonstraremos como “Le Vite”, pelo contrário, alicerça o conceito de era da arte para uma das principais filosofias da arte contemporânea, qual seja, o essencialismo histórico de Arthur Danto, e em seguida defenderemos em que medida naquela obra do Cinquecento já se fazem presentes e em germinação alguns dos principais aspectos da nossa compreensão atual do termo arte.

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Publicado

2021-06-13

Edição

Seção

Dossiê