INTEGRANDO AS VIGILÂNCIAS EM SAÚDE: RELATO DE EXPERIÊNCIA SOBRE A CONSTRUÇÃO DE SISTEMA DE INFORMAÇÃO DE VIGILÂNCIA EM SAÚDE DO TRABALHADOR

Mariana de Castro Brandão Cardoso, Flávia Nogueira e Ferreira-de-Sousa

Resumo


 

A Vigilância em Saúde do Trabalhador (Visat) passou a ser responsabilidade de todos os munícipios da Bahia após a publicação daResolução CIB nº 249/2014. O objetivo deste artigo édescrever a experiência de integração da Vigilância Sanitária (Visa) e de Visat, na região de saúde de Itaberaba, Bahia, Brasil. Foi realizada uma oficina para capacitação dos técnicos da Visa com momentos presenciais e de dispersão, além de construção e preenchimento de um sistema de informação em Visat. Participaram da oficina 23 técnicos da Visa de nove municípios (64,2%). A primeira etapa presencial abordou a fundamentação teórica da Visat e foi construído, conjuntamente com todos os participantes, um Sistema de Informação para mapeamento dos riscos ocupacionais em ambientes e processos de trabalho, de preenchimento on-line. Posteriormente, foram realizadas ações de dispersão com os profissionais da Visa em seus municípios de atuação, com inspeções em Visat, sob o matriciamento dos profissionais do Cerest Itaberaba e Base Regional de Saúde de Itaberaba (BRS). O primeiro momento presencial foi realizado no segundo semestre do ano de 2015 e contou com a presença de 23 técnicos da Visa de nove municípios, constituindo 64,2% do total de municípios que pertencem à região de saúde de Itaberaba. Foram agendadas nove inspeções e realizadas seis (66,7%) no segundo semestre do ano de 2015. As ações de integração das vigilâncias estão em andamento. As próximas etapas consistem em: conclusão das inspeções durante o momento de dispersão; avaliação do sistema de informação e realização do segundo momento presencial da oficina.

 


Palavras-chave


Saúde do Trabalhador, Vigilância em Saúde do Trabalhador, Vigilância Sanitária.

Texto completo:

PDF

Referências


Brasil. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Organização de Alexandre de Moraes. 16. ed. São Paulo: Atlas; 2000.

Brasil. Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990. Brasília (DF): [online], 1990. Disponível em: [2016jan14].

Solla JJSP. Costa EA. Evolução das transferências financeiras no processo de descentralização da vigilância sanitária no SUS. Revista Baiana de Saúde Pública, 2007; 31 (1): 161-177.

De Seta MH, Reis LGC. As vigilâncias do campo da saúde, o risco como conceito fundamental e a caracterização dos seus processos de trabalho. In: Gondim R, Grabois V, Mendes Junior WV, organizadores. Qualificação dos Gestores do SUS, 2009; 2: 219-262.

Machado H, Mesquita J, De Souza Porto MF. Promoção da saúde e intersetorialidade: a experiência da vigilância em saúde do trabalhador na construção de redes. Epidemiologia e Serviços de Saúde, 2003; 12 (3):121-130.

Medici AC. Descentralização e informação em saúde. Planejamento e Políticas Públicas, In: Relatórios Técnicos. IBGE/ENCE, 1991.

Possas, CA. Sistemas Estaduais de Informação em Saúde no Brasil: Situação Atual e Perspectivas. Rio de Janeiro: Fundação Oswaldo Cruz; 1989.

Ministério da Previdência Social. Anuário estatístico da Previdência Social 2008. Disponível em: [2010ago27].

Bahia. Secretaria Estadual de Saúde. Resolução Comisão Intergestora Bipartide (CIB) nº 249/2014. Salvador (Ba): [online], 2014. Disponível em: [2016mai05].

Ministério do Trabalho e Emprego. Portaria GM nº 2.018, de dezembro de 2014. Altera a Norma Regulamentadora nº 4 (NR4) – SESMT - Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho, e dá outras providências; Diário Oficial [da República Federativa do Brasil], Brasília, DF, 2014. Seção I, 109.

Wilmer R. Discussion of the paper by Thunhurst and MacFarlane. Journal of Royal Statistical Society, 1992; 155 (3): 338-52.

Machado JMH. Alternativa e processos de vigilância em saúde do trabalhador: a heterogeneidade da intervenção. Rio de Janeiro,; 1996 [Tese de Doutorado – Escola Nacional de Saúde Pública/Fiocruz].: Rio de Janeiro, 1996.

Porto MFS, Lacaz FAC, Machado JMH. Promoção da saúde e intersetorialidade: contribuições e limites da vigilância em saúde do trabalhador no sistema único de saúde (SUS). Saúde em Debate, 2003; 65:192-206.

Carvalho AO, Eduardo MBP. Sistemas de informação em saúde para municípios. Série Saúde & Cidadania. Instituto para o desenvolvimento da saúde. Universidade de São Paulo. São Paulo. 1998.

Branco MAF. Sistemas de informação em saúde no nível local. Cadernos de Saúde Pública, 1996; 12(2): 267-270.




DOI: http://dx.doi.org/10.13102/rscdauefs.v6i1.1065

Apontamentos

  • Não há apontamentos.