ESTILO DE VIDA E CONDIÇÃO METABÓLICA DE MULHERES DIABÉTICAS E/OU HIPERTENSAS DE UMA REGIÃO URBANA

Caroline Santos Silva, Bruna Matos Santos, Higor Bruno Oliveira de Almeida, Leonardo Ramalho El Fahl, Lorena Ramalho Galvão, Caroline Ramalho Galvão, Edla Carvalho Lima Porto, Samilly Silva Miranda, Ana Cláudia Morais Godoy Figueredo, Julita Maria Freitas Coelho

Resumo


A presente investigação objetivou relacionar o estilo de vida com a condição metabólica de mulheres atendidas no Centro de Atendimento ao Diabético e Hipertenso na cidade de Feira de Santana/BA. Realizou-se um estudo transversal com 259 mulheres adultas, no qual foi traçado o perfil sociodemográfico, de condição de saúde e estilo de vida das participantes a partir de um formulário e por meio de entrevista. O desfecho foi determinado conforme a presença da Síndrome Metabólica (SM). Foram obtidas frequências simples e relativas. A comparabilidade entre os grupos foi feita com o teste qui-quadrado de Pearson ou Exato de Fisher, com nível de significância de 5%. A SM estava presente em 71,81% das participantes. E a média da idade foi 59 ± 13,1 anos. Mulheres não brancas com renda ≥ 1 salário mínimo apresentaram indicadores mais elevados de SM. O consumo de álcool e fumo, a prática de atividade física e o autocuidado bucal foram considerados baixos e todos os componentes da SM mostraram diferenças significantes entre os grupos, exceto a glicemia de jejum. Observaram frequências altas de SM. No entanto a amostra não teve poder suficiente para detectar a real influência de características de estilo de vida na sua ocorrência.


Palavras-chave


Mulheres; Estilo de Vida; Síndrome X Metabólica

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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/rscdauefs.v7i2.1395

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