PROJETO TERAPÊUTICO FAMILIAR: UMA TECNOLOGIA DE GESTÃO DO CUIDADO NA SAÚDE DA FAMÍLIA

Marcelo Torres Peixoto, Rosely Cabral de Carvalho, Ana Luiza Queiroz Vilasboas

Resumo


O Projeto Terapêutico Familiar (PTF) é uma tecnologia que possibilita a mudança na produção e gestão do cuidado na Estratégia de Saúde da Família. O objetivo deste artigo é descrever como o processo de elaboração e execução de PTF por alunos da Práticas de Integração Ensino, Serviço e Comunidade (PIESC) do curso de Medicina da Universidade Estadual de Feira de Santana, pode contribuir para a formação de um médico generalista apto a atuar na Atenção Básica a Saúde (ABS). O PTF é utilizado como uma tecnologia guia e contém os seguintes elementos: Localização da Família; Condições de Moradia; Familiograma e ou Ecomapa; História Individual de cada Membro e Planilha de Intervenção Familiar e Individual. A elaboração e execução dos PTF acontece mediante a realização de ações integrais de promoção da saúde, identificação de riscos, prevenção de doenças e agravos, diagnóstico, tratamento, reabilitação e manutenção da saúde. O processo de elaboração e execução do PTF revela aos alunos a complexidade do processo de trabalho na ABS, a partir de vivências concretas no cotidiano de uma unidade de saúde da família, onde é possível trabalhar em parceria com a equipe de saúde e construir vínculos com as família e seus sujeitos.

Palavras-chave


Saúde da Família, Projeto Terapêutico Familiar, Atenção Básica à Saúde

Texto completo:

PDF Remoto PDF

Referências


Brasil, Ministério da Saúde. Relatório da VIII Conferência Nacional de Saúde. Brasília: Ministério da Saúde; 1986.

Organização Mundial da Saúde (OMS). Conferência Internacional sobre Cuidados Primários de Saúde - Declaração de Alma-Ata, URSS: OMS; 1978.

Organização Panamericana de saúde (OPAS). Sistemas de Saúde com base na Atenção Primária em Saúde. Série: Renovação da Atenção Primária em Saúde das Américas, n. 1. Washington D.C: OPAS; 2009.

Starfield B. Atenção Primária: equilíbrio entre necessidades de saúde, serviços e tecnologia. Brasília: UNESCO; 2002.

Brasil, Ministério da Saúde, PORTARIA Nº 2.488, DE 21 DE OUTUBRO DE 2011, Aprova a Política Nacional de Atenção Básica, estabelecendo a revisão de diretrizes e normas para a organização da Atenção Básica para o Programa Saúde da Família (PSF) e o Programa Agentes Comunitários de Saúde (PACS). Brasília: Ministério da saúde; 2011.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Básica. Diretrizes do NASF. Brasília: Ministério da Saúde; 2009. (Cadernos de Atenção Básica, n. 27).

Tesser CD. Contribuições das Epistemologias de Kuhn e Fleck para a reforma do ensino médico. Rev. Bras. Educ. Med. 2008; 32(1):98-104.

Carácio FCC, Coterno LO, Oliveira MAC, Oliveira ACH, Marin MJS, Bracchialli LAD. A experiência de uma instituição pública na formação do profissional de saúde para atuação em atenção primária. Ciência &Saúde Coletiva 2013; 19(7):2133-2142.

Ceccim RB, Feuerwerker LCM. O quadrilátero da formação para a área da saúde: ensino, gestão, atenção e controle social. Physis 2004; 14(1):41-65.

Conterno SFR, Lopes RE. Inovações do século passado: origens dos referenciais pedagógicos na formação profissional em saúde. Trab. Educ. Saúde 2013; 11(3):503-523.

Hora DL, Erthal RMC, Souza CTV, Hora EL. Propostas inovadoras na formação do profissional para o sistema único de saúde. Trab. Educ. Saúde 2013; 11(3):471-486.

Brasil, Ministério da Educação. Resolução CNE/CES nº 4, de 7 de novembro de 2001, Institui Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Medicina. Brasília: Ministério da Educação; 2001.

Brasil, Ministério da Educação. Resolução CNE/CES nº 3, de 20 de junho de 2014, Institui Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Medicina e dá outras providências. Brasília : Ministério da Saúde; 2014.

Lampert JB, Costa NMSC, Perim GL, Abdalla IG, Aguiar-da-Silva RH, Stella RCR. Tendências de Mudanças em um grupo de Escolas Médicas Brasileiras. Rev. Bras. Educ. Med. 2009; 33(supl 1):19-34.

Massote AW. Atenção Primária como cenário de prática na escola médica. Belo Horizonte; 2011. Dissertação (mestrado): Universidade Federal de Minas Gerais, Faculdade de Medicina.

Bezerra DF, Adami F, Reato LFN, Akerman M . “A dor e a delícia” do internato de atenção primária em saúde: desafios e tensões. ABCS Health Sci. 2015; 40(3):164-170.

Freire P. Pedagogia do oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra; 1975.

Brasil. Lei n. 8.080, de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, a organização e funcionamento dos serviços correspondentes, e dá outras providencias. Brasília: Diário Oficial da União; 1990.

Cecilio LC. O. Apontamentos Teórico-Conceituais sobre Processos Avaliativos Considerando As Múltiplas Dimensões da Gestão do Cuidado em Saúde. Interface, Comunicação Saúde Educação 2011; 15(37):589-99.

Carvalho RC, Peixoto MT. Práticas de Integração Ensino, Serviço e Comunidade: abordagem multiprofissional da gestão do cuidado a partir de projetos terapêuticos familiares. Projeto de Extensão inscrito no Edital MEC-SESU 2015. Feira de Santana: UEFS; 2015.

Cunha G. A construção da clínica ampliada na atenção básica. 2004. 150f. Dissertação (Mestrado em Saúde Coletiva) – Universidade Estadual de Campinas, Campinas, 2004.

Campos GW. A clínica do sujeito: por uma clínica reformulada e ampliada. Campinas: DMPS/Unicamp; 1997. Mimeo.

Oliveira GN. O Projeto Terapêutico e a mudança nos modos de produzir saúde. 2 ed. São Paulo: HUCITEC; 2008.

Merhy EE, Franco TB. Trabalho, produção do cuidado e subjetividade em saúde. São Paulo: HUCITEC; 2013.

Muniz JR, Eisenstein E. Genograma: informações sobre família na (in)formação médica. Rev. Bras. Educ. Med. 2009; 33(1):72-79.

Rodrigues AC, . Genograma: representação gráfica da vida familiar. Disponível em: [20.11.2016].

Souza J, Kantorski LP. A rede social de indivíduos sob tratamento em um CAPSad: o ecomapa como recurso. Rev. esc. enferm. USP 2009; 43(2):373-383.

Santos KPB. Utilização do Projeto Terapêutico Integral no ensino de práticas de atenção básica de saúde na graduação de medicina em Feira de Santana – Bahia. 2009. 118f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Medicina) – Universidade Estadual de Feira de Santana, 2009.




DOI: http://dx.doi.org/10.13102/rscdauefs.v7i2.1498

Apontamentos

  • Não há apontamentos.