Revista de Saúde Coletiva da UEFS http://periodicos.uefs.br/index.php/saudecoletiva <p>A Revista de Saúde Coletiva da UEFS (Universidade Estadual de Feira de Santana) - RSC da UEFS, <strong>ISSNe 2594-7524 e ISSN-L 1677-7522</strong>, faz parte do Portal de Periódicos da UEFS, é vinculada ao Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da UEFS, tem periodicidade contínua, volume anual, e publica produções científicas relacionadas às áreas de Políticas, Planejamento e Gestão em Saúde, Epidemiologia e Ciências Sociais. </p> <p>A RSC da UEFS se encontra indexada no Portal de Periódicos da CAPES, na LATINDEX, Google Scholar e faz parte do Fórum de Editores de Saúde Coletiva da ABRASCO. </p> <p>Abreviatura: Rev. Saúde Col.</p> <p><strong>Web Qualis B4 (2019)</strong></p> <p> </p> Universidade Estadual de Feira de Santana pt-BR Revista de Saúde Coletiva da UEFS 1677-7522 <div> </div> Conhecimentos e práticas de contracepção de emergência entre universitárias(os) http://periodicos.uefs.br/index.php/saudecoletiva/article/view/7536 <p>Introdução: A iniciação sexual vem ocorrendo precocementee tem causado muitas discussões. Embora existam métodos anticoncepcionais altamente eficazes, muitas gestações ocorrem sem planejamento. Assim, no sexo desprotegido, o Contraceptivo de Emergência (CE) torna-se solução momentânea para reduzir as chances de uma gravidez indesejada. Objetivo: Descreveros conhecimentos e práticas de universitárias(os) sobre a contracepção de emergência. Metodologia: Estudo descritivo, quantitativo, com 292 universitários de uma universidade estadual do interior da Bahia. O instrumento da coleta foi um questionário semiestruturado autoaplicável. Os dados foram inseridos, armazenados e analisados com o auxílio do pacote estatístico SPSS. Foi realizada análise exploratória e descritiva da amostra. Resultados: Dos participantes, 79,8% (233) afirmaram ter vida sexual ativa, destes, 72,1% (168) já usam algum método anticoncepcional, porém 88% (205) afirmaram ter relações sexuais desprotegidas, enquanto 63,9% (131) já usaram CE. Quando questionados por que não usaram CE após todas as relações sexuais, 63,5% (99) relataram que não queriam usar e 14,7% (23) afirmaram esquecer-se de usar o método, sendo que 99,2% (130) compraram o CE na farmácia. Nenhuma das quatro perguntas foi respondida corretamente. Considerações finais: Este estudo evidenciou o comportamento de risco de estudantes universitárias, reforçando a necessidade de intervenção no meio acadêmico com ênfase na educação sexual.</p> Nátaly Viviane Maia Gama da Cunha Fernanda Larissa Borges da Silva Kellen Karoline Almeida dos Santos Márcia Rejane Leite da Silva Martins Everton Paulino dos Santos Chalana Duarte de Sena Fraga Magna Santos Andrade Copyright (c) 2022 Revista de Saúde Coletiva da UEFS 2022-10-13 2022-10-13 12 2 e7536 e7536 10.13102/rscdauefs.v12i2.7536 Qualidade de vida de mães de crianças com deficiências físicas e mentais http://periodicos.uefs.br/index.php/saudecoletiva/article/view/7771 <p>Objetivo: Avaliar a qualidade de vida de mães de filhos com deficiência física e/ou mental. Método: Estudo transversal, avaliativo, de abordagem quantitativa, desenvolvido com mães dos projetos destinados ao acompanhamento de crianças com algum grau de deficiência física e/ou mental, em um município do interior de São Paulo, utilizando como instrumento de avaliação o World Health Organization Quality of Life (WHOQOL-BREF), versão em português. Resultados: Os domínios geral, físico, psicológico, relações sociais e ambientais foram classificadas como regulares. No domínio psicológico, a imagem corporal e aparência precisam de aprimoramento. No domínio meio ambiente, os recursos financeiros, acesso a informações e habilidades, assim como o ambiente físico também receberam pontuações que apontam a necessidade de melhorar. Conclusão: Pesquisas adicionais são necessárias para enfatizar as necessidades das mães cuidadoras, a satisfação com o tratamento oferecido e as dificuldades de acesso a serviços especializados e redes de apoio.</p> Maryana Thais de Campos Fruhling Daiane Suele Bravo Maria Fernanda Pereira Gomes Mariana Souza Santos Vanessa Ramos Lopes Valverde Lislaine Aparecida Fracolli Copyright (c) 2022 Revista de Saúde Coletiva da UEFS 2022-07-23 2022-07-23 12 2 e7771 e7771 10.13102/rscdauefs.v12i2.7771 Prevalência de inaptidão em doadores de sangue por insuficiência de hemoglobina/hematócrito em um Hemocentro do Extremo Norte do Brasil http://periodicos.uefs.br/index.php/saudecoletiva/article/view/7751 <p>A hemoglobina e hematócrito baixos são os maiores fatores de inaptidão nos candidatos a doação de sangue, principalmente em candidatas do sexo feminino, devido à menstruação e gestação. A investigação socioepidemiológica do doador visa garantir segurança para o doador e o receptor e ocorre através do processo de triagem nos bancos de sangue. No Brasil, as legislações que regem a hemoterapia são as RDC 034, de 2014, e a Portaria de Consolidação nº 05, de 2017. Objetivo: Traçar o perfil epidemiológico dos candidatos à doação de sangue inaptos por insuficiência de hemoglobina/hematócrito, em relação a sexo, idade, cor autodeclarada e escolaridade; analisar o impacto da inaptidão desses doadores, no ano de 2020, e inferir o percentual das inaptidões pesquisadas no quadro de inaptidão geral do Hemocentro de Roraima (Hemoraima). Métodos: Trata-se de estudo transversal, retrospectivo, com dados secundários disponibilizados pelo Hemoraima, de 11.635 candidatos à doação de sangue no Hemoraima, no período de janeiro de 2020 a dezembro de 2020. Resultados: Desses candidatos, 1.790 foram considerados inaptos (15,38%), sendo que 478 destes inaptos por insuficiência de hemoglobina/hematócrito (Hb/Ht) correspondem a 26,70% dos candidatos inaptos. Conclusão: Destaca-se que o perfil mais encontrado foi de mulheres entre 20 e 29 anos, caucasianas brasileiras de nível médio completo.</p> Daniela Ribeiro Roque Nerlene Furtado de Amorim Nahmias Ricardo Alves da Fonseca Fabíola Christian Almeida de Carvalho Copyright (c) 2022 Revista de Saúde Coletiva da UEFS 2022-07-31 2022-07-31 12 2 e7751 e7751 10.13102/rscdauefs.v12i2.7751 Perfil sorológico para toxoplasmose em mulheres na idade reprodutiva, Santa Cruz, Rio Grande do Norte http://periodicos.uefs.br/index.php/saudecoletiva/article/view/7541 <p>A toxoplasmose é uma zoonose causada pelo Toxoplasma gondii, um protozoário com ampla distribuição mundial. Essa infecção apresenta maior impacto em indivíduos imunocomprometidos e nas infecções congênitas. Objetivou-se avaliar o perfil sorológico para toxoplasmose de mulheres em idade reprodutiva (15-49 anos) atendidas em uma maternidade-escola de Santa Cruz, Rio Grande do Norte (RN). Foi realizado um estudo descritivo, retrospectivo e quantitativo em que se analisou os laudos de 274 mulheres, do período de janeiro a maio de 2018. As variáveis estudadas foram: resultado das sorologias IgG e IgM anti-Toxoplasma, idade, zona e bairro de residência e método(s) de diagnóstico(s) utilizado(s). Dos 274 laudos, 40,1% apresentaram sorologia reagente para IgG anti-T. gondii. Apresentaram IgM anti-T.gondii reagente, 0,7%, enquanto 47,8% eram suscetíveis à toxoplasmose. Dos 241 laudos com sorologias conclusivas (soropositivas ou suscetíveis), as mulheres na faixa etária 31-42 anos apresentaram associação estatisticamente significativa com soropositividade e uma ocorrência 1,4 vezes maior que as de 15-30 anos (p = 0,014; RP=1,420, IC = 1,086-1,859). O maior percentual de soropositivas foi na zona urbana (72,2%) e bairro Paraíso (43,2%) da cidade de Santa Cruz. Desse modo, verificou-se que há necessidade de programas de promoção a saúde e melhorias sanitárias e ambientais para as mulheres da região.</p> Flaviana Maria de Sousa Melo Heloisa Mara Batista Fernandes Oliveira Vanessa Santos de Arruda Barbosa Copyright (c) 2022 Revista de Saúde Coletiva da UEFS 2022-12-04 2022-12-04 12 2 e7541 e7541 10.13102/rscdauefs.v12i2.7541 Tendência e Características da Sífilis Congênita e Materna no Rio de Janeiro: 2007-2017 http://periodicos.uefs.br/index.php/saudecoletiva/article/view/7733 <p>Objetivo: Descrever o perfil das notificações de sífilis congênita (SC) e sífilis gestacional (SG) e da análise temporal das taxas de incidência no banco de dados do SINAN, no período de 2007 a 2017 no Estado do Rio de Janeiro. Métodos: Estudo quantitativo, descritivo utilizou informações do SC-SINAN e SG-SINAN. A análise temporal testou modelos de regressão polinomial utilizando a distribuição anual da taxa de incidência. Resultados: No SC-SINAN observa-se aumento progressivo nas notificações; 93,4% eram crianças ≤ 6 dias e taxa de letalidade foi 2,4%. Das mães dos casos de SC, 46,5% foram diagnosticadas com sífilis no pré-natal e apenas 11,8% dos parceiros trataram. No SG-SINAN, as notificações cresceram, principalmente em mulheres de 20 a 30 anos, com o diagnóstico cada vez mais precoce com o passar dos anos. Houve redução na transmissão vertical. A análise temporal da taxa de incidência revela uma tendência de crescimento tanto da SC quanto SG. Conclusão: Estes dados sugerem que o aumento na detecção da SG reduziu a expansão da SC, ainda que o aumento anual no número de casos demonstre que a sífilis não está controlada, portanto medidas que garantam a assistência pré-natal, o tratamento do parceiro sexual e o treinamento em saúde deveriam ser priorizados.</p> Alan Messala de Aguiar Britto Paulo César Vieira da Costa Júnior Leandro Ferreira Lopes Landeira Sérgio Felipe Abreu de Britto Bastos Elizabeth Stankiewicz Machado Copyright (c) 2022 Revista de Saúde Coletiva da UEFS 2022-10-16 2022-10-16 12 2 e7733 e7733 10.13102/rscdauefs.v12i2.7733 Cuidado em saúde às pessoas com HIV/AIDS e problemas de adesão ao tratamento durante a pandemia do Covid-19 em um serviço especializado http://periodicos.uefs.br/index.php/saudecoletiva/article/view/7845 <p>Introdução: A pandemia do Sars-Cov-2 (COVID-19) intensificou a demanda assistencial das pessoas que vivem com HIV ou AIDS (PHIV/AIDS), sustentando a necessidade de elaboração de estratégias que visassem minimizar as consequências que a quarentena, o distanciamento social e a ausência de consultas clínicas pudessem acarretar principalmente nos seus tratamentos. Em resposta a esses desafios, surgiu a reorganização dos fluxos assistenciais em diferentes cenários e essas modificações ocorreram a nível global. Neste contexto, identificou-se como necessário nos serviços de saúde que fossem desenvolvidas estratégias para minimizar fatores que contribuíssem para a não adesão ao tratamento. Objetivos: Descrever a reformulação, estruturação e adequação do processo de trabalho da equipe multidisciplinar de um serviço especializado em HIV/AIDS durante a pandemia do COVID-19, através da implementação de um novo modelo de Ambulatório de Adesão e adequação de um grupo de apoio ao modelo remoto (telessaúde). Métodos: Trata-se de um estudo de caráter qualitativo, descritivo do tipo relato de experiência profissional. Foi utilizado o checklist Standards for Reporting Qualitative Research (SRQR) para nortear o desenvolvimento metodológico e reportar de forma adequada os resultados. A sistematização de experiências proposta por Oscar Holliday foi utilizada para explicitar a experiência profissional vivenciada. Resultados: O relato descreveu a partir de maio de 2020, quando o Ambulatório de Adesão, serviço previamente existente no Ambulatório de Dermatologia Sanitária, localizado em Porto Alegre - RS, começou a ser estruturado para se adaptar aos protocolos da pandemia do COVID-19. Esse processo envolveu a equipe multidisciplinar de saúde, composta por 10 profissionais de diferentes núcleos dos saberes (farmacêuticos, enfermeiros, assistentes sociais, nutricionistas e psicólogos). Conclusões: A estruturação do Ambulatório de Adesão foi necessária para melhorar os fluxos dentro do serviço e amparar usuários não aderentes ao tratamento. Além disso, evidenciou-se também o papel dos recursos tecnológicos como forma de prover assistência aos pacientes e o acompanhamento e monitoramento diante do cenário da COVID-19.</p> Taiara Paim de Almeida Fernanda Fávero Alberti Agnes Nogueira Gossenheimer Lígia Carangache Kijner Copyright (c) 2022 Revista de Saúde Coletiva da UEFS 2022-08-26 2022-08-26 12 2 e7845 e7845 10.13102/rscdauefs.v12i2.7845 Jogo de Tabuleiro como instrumento pedagógico para a educação permanente em saúde na Estratégia Saúde da Família: um relato de experiência http://periodicos.uefs.br/index.php/saudecoletiva/article/view/7862 <p>O presente estudo tem como objetivo relatar a experiência de residentes de saúde da família, no desenvolvimento de atividade de Educação Permanente em Saúde (EPS), para os trabalhadores de uma Unidade de Saúde da Família (USF) sobre o Gerenciamento dos Resíduos dos Serviços de Saúde (GRSS). Trata-se de um estudo descritivo, do tipo relato de experiência, sobre a atividade de EPS em uma USF do interior baiano, que utilizou o jogo de tabuleiro sobre GRSS como instrumento pedagógico para a discussão e construção de conhecimentos. A aplicação do jogo proporcionou uma pertinente reflexão acerca dos processos de trabalho em cada setor da USF, com a construção dos saberes, através do compartilhamento de experiências entre os participantes, além da reflexão sobre os desafios enfrentados na prática de trabalho, com discussão de propostas de governabilidade local e de articulação com a gestão para a resolução das problemáticas levantadas. Possibilitou-se a reflexão crítica sobre a prática dos trabalhadores e a construção de conhecimento de maneira colaborativa, permitindo a integração e corresponsabilização para a transformação da realidade em que atuam. O Plano de GRSS na Atenção Básica norteia o manejo, incentivando a EPS e a consciência de gestão compartilhada.</p> Isis Thamara Cerqueira de Araujo Cíntia Maria Barreto dos Santos Bianca de Oliveira Araújo Copyright (c) 2022 Revista de Saúde Coletiva da UEFS 2022-11-17 2022-11-17 12 2 e7862 e7862 10.13102/rscdauefs.v12i2.7862 Repercussões e estratégias de cuidado em saúde mental: cuidando do trabalhador de saúde no enfrentamento da COVID-19 http://periodicos.uefs.br/index.php/saudecoletiva/article/view/7755 <p>A saúde mental dos trabalhadores da saúde precisa ser rediscutida como uma questão de saúde ocupacional a ser promovida e preservada, sobretudo em situações de crise, como a vivida atualmente na pandemia da COVID-19. O estudo buscou refletir sobre as repercussões e estratégias diante do sofrimento psíquico vivido por trabalhadores de saúde no enfrentamento da COVID-19. Para tanto, construiu-se uma reflexão sobre a influência da política nacional e da pandemia atual na saúde mental dos trabalhadores. Sugere-se que as estratégias para a promoção e a preservação da saúde mental dos trabalhadores que enfrentam a COVID-19 devem considerar três grandes nós críticos: apoio governamental, com garantia das leis de saúde e segurança ocupacional, bem como planejamento baseado em evidências; apoio organizacional, com foco na educação permanente, garantia de equipamentos de proteção individual e suporte psicossocial; apoio social, que engloba os suportes familiares, comunitários e trabalhadores. Assim, a saúde mental dos trabalhadores da saúde é influenciada pelas atividades laborais no enfrentamento da COVID-19, especialmente em um ambiente de precarização do trabalho, constituindo-se desafio a ser superado no sistema de saúde a implantação de estratégias de apoio.</p> Israel Coutinho Sampaio Lima Adriano da Costa Belarmino Maria Eunice Nogueira Galeno Rodrigues Antonio Rodrigues Ferreira Junior Ana Suelen Pedroza Cavalcante José Jackson Coelho Sampaio Copyright (c) 2022 Revista de Saúde Coletiva da UEFS 2022-07-31 2022-07-31 12 2 e7755 e7755 10.13102/rscdauefs.v12i2.7755