AVALIAÇÃO DO USO DE RESÍDUO DE SERRAGEM DE PEDRA CARIRI COMO AGREGADO MIÚDO SOBRE O COMPORTAMENTO DE CAA

Brendhy Torres Queiroz

Resumo


O setor da construção civil é o maior consumidor de minério de areia no Brasil, correspondendo a 62% do total consumido (VIEIRA; REZENDE, 2015). Os impactos socioambientais decorrentes da exploração desse minério, associados ao esgotamento de jazidas, tem fomentado estudos que visam incorporar resíduos, tanto da própria construção civil como de outros segmentos produtivos, na produção de argamassas e concretos.
No Brasil, em 2016, as exportações de rochas ornamentais e de revestimento totalizaram aproximadamente 2,5 milhões de toneladas (ABIROCHAS, 2017). A Pedra Cariri, rocha calcária laminada cuja exploração representa a principal atividade econômica dos municípios de Nova Olinda e Santana do Cariri – CE, por conta de métodos rudimentares empregados em seu processo produtivo se gera cerca de 70% de perdas nas etapas de lavra e beneficiamento (VIDAL; PADILHA, 2003). Estima-se que sejam gerados 850 t/ano de resíduo de serragem de Pedra Cariri (RSPC), proveniente da etapa de serragem da Pedra Cariri (BASTOS, 2014).
Estudos desenvolvidos anteriormente, com o intuito de avaliar o comportamento do RSPC em materiais a base de cimento, constataram que esse resíduo tem o potencial de uso como adição tipo fíler, além de elevar a coesão das misturas (SILVA, 2008; SUASSUNA et al., 2012; BASTOS, 2014; GUIMARÃES, 2014; GALVÃO et al., 2016; MERCÊS; MOURA, 2016; FARIAS, 2017).
Assim, esse estudo tem como objetivo avaliar a substituição parcial de agregados miúdos por RSPC em concretos autoadensáveis (CAA), verificando sua influência sobre os parâmetros de autoadensibilidade e resistência mecânica.


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