LUANDA E FEIRA DE SANTANA: UMA COMPARAÇÃO LINGUÍSTICA NA VARIAÇÃO NA CONCORDÂNCIA VERBAL DE NÚMERO COM OS VERBOS TER E HAVER EM CONSTRUÇÕES EXISTENCIAIS

Nathalia dos Santos Dantas

Resumo


Buscando reafirmar a importância de estudos comparativos que englobem variações do português que não sejam a europeia, privilegiada por tantas outras pesquisas, e focalizando assim, no estudo de uma variação de indiscutível influência no português brasileiro, como é o caso do português africano, realizou-se na presente pesquisa um estudo comparativo entre o Português falado em Luanda – Angola e em Feira de Santana – Bahia. A pesquisa pautou, inicialmente, o fenômeno da concordância verbal de número dos verbos ter e haver, quando empregados em construções existenciais, com o sintagma nominal seguinte ao verbo (objeto direto), porém, após termos nos deparado com o uso majoritário destas formas verbais no singular, o objeto de estudo da pesquisa foi redirecionado para a investigação da variação entre os verbos ter e haver e em quais estruturas ocorria esta variação. Assim sendo, a pesquisa buscou contribuir de forma clara para a discussão sobre formação do português brasileiro, salientando a importância do contato linguístico para esta formação, visto que, ao contrário de pesquisas que relacionam o português europeu (PE) e a sua variação brasileira (PB), as pesquisas que relacionam a variação brasileira e angolana são escassas, e com o adendo da investigação linguística em uma cidade brasileira a pesquisa tornou-se mais rica e completa.

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