AVALIAÇÃO E AJUSTE DE MÉTODOS ALTERNATIVOS DE ESTIMATIVA DA EVAPOTRANSPIRAÇÃO DE REFERÊNCIA A PARTIR DA EQUAÇÃO DE PENMAN-MONTEITH-FAO56, EM FEIRA DE SANTANA-BA

Robson Argolo dos Santos

Resumo


Evapotranspiração foi um termo criado por Thornthwaite na década de 1940 para expressar a ocorrência simultânea da evaporação e transpiração (PEREIRA et al., 1997; BOREGES E MEDIONDO, 2007) e pode ser entendida como a quantidade equivalente de água evaporada e transpirada, geralmente expressa em mm de água evapotranspirada por unidade de tempo. É controlada pela disponibilidade de energia, pela demanda atmosférica e pelo suprimento de água do solo às plantas. A disponibilidade de energia disponível para evapotranspiração é dependente das coordenadas geográficas locais (latitudes, longitude, altitude) e da época do ano. As variáveis climáticas que mais interferem na evapotranspiração são a radiação solar, temperatura do ar e do solo, umidade relativa do ar, velocidade do vento e a pressão atmosférica.
A Evapotranspiração de referência (ETo) foi um termo utilizado por Jensen et al. (1971) definindo como limite superior que ocorre numa cultura de alfafa (Medicago sativa L.) com altura de 0,3 a 0,5 m. Já Righetto (1998), menciona que a ETo corresponde à perda de água de uma superfície coberta por grama batatais (Paspalum notatum Flügge), mais apropriadas às condições do Brasil, em fase de crescimento ativo, bem suprida de umidade. Smith (1991) traz uma conformação diferente, afirmando que a ETo é aquela de uma cultura hipotética, com altura fixa de 0,12 m, albedo igual a 0,23 e resistência da cobertura ao transporte de vapor d’água igual a 69 s m-1. Essa parametrização foi inserida na equação de Penmam-Monteith e apontada como padrão (ALLEN et al., 1998).


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