MORBIDADE PSÍQUICA ENTRE TRABALHADORES DE FEIRA DE SANTANA, BAHIA, SEGUNDO GÊNERO

Ludmilla Couto Silva

Resumo


A morbidade psíquica, cujos efeitos reverberam na saúde e na qualidade de vida dos indivíduos, pode ter como nexo causal, variados aspectos presentes na experiência humana, com destaque para os fatores relacionados à esfera laboral dos mesmos. A precarização da estrutura, da política e das relações sociais que permeiam o mundo organizacional constitui um risco ao desenvolvimento de transtornos mentais, visto que estes se apresentam de modo incompatível com a capacidade biológica e fisiológica do trabalhador (Franco, Druck, Seligmann-Silva, 2010). Pode-se acrescentar a este fato, as distinções de gênero que fazem parte da configuração social no mundo do trabalho, as quais têm definido de modo significativo a permanência no emprego e as condições do mesmo (OIT, 2010) produzindo, por conseguinte, adoecimentos psíquicos de modo diferenciado em homens e mulheres.
Nessa perspectiva, o objetivo geral do presente estudo foi avaliar a morbidade psíquica entre trabalhadores de Feira de Santana, Bahia, segundo gênero. Tendo em vista que os transtornos mentais refletem na qualidade de vida dos indivíduos e em várias dimensões da vida dos acometidos, os dados estatísticos advindos dessa pesquisa contribuirão na reflexão crítica acerca das variáveis e das desigualdades sociais envolvidas nesse processo, viabilizando o desenvolvimento de políticas públicas que estimulem a efetiva igualdade de oportunidades no mercado de trabalho e de tratamento aos indivíduos, independente de gênero.


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i21.2308

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