MOBILIDADE DO TRABALHO E PAPEL SOCIAL DO TRABALHO NO PÓLO DE JEREMOABO: ANÁLISE SOCIODEMOGRÁFICA E RELAÇÃO COM O PROCESSO DE DESERTIFICAÇÃO

Aryane Sinval Alves

Resumo


O processo de desertificação provoca emigração da população local, pois, torna-se uma alternativa encontrada por eles para resistirem às condições de vulnerabilidade ambiental, a busca por sobrevivência é uma situação que acaba submetendo o sujeito a condições precárias de trabalho. Segundo Antunes (2000, p.51) "a expansão do trabalho parcial, temporário, precário, subcontrato, 'terceirizado', é marca da sociedade capitalista”. Na visão de Konder (1988, p.11), “é através do trabalho que o homem se diferencia dos animais e essência das coisas, através do trabalho, o homem não só se apropria da natureza como se afirma e se expande, se desenvolve, transforma, se cria a si mesmo”. Para Antunes (2000, p. 124 e 125) “o trabalho mostra-se como momento fundante de realização do ser social, condição para sua existência”, ressaltando que “o trabalho é o ponto de partida do processo de humanização do ser social, também é verdade que, tal como se objetiva na sociedade capitalista, o trabalho é degradado e aviltado. Torna-se estranhado”.
O objetivo da pesquisa é analisar a mobilidade do trabalho e o papel social do trabalho a partir dos dados sociodemográficos referentes à Trabalho e Rendimento Médio-mensal no Pólo de Jeremoabo, explicando a relação com o processo de desertificação. É relevante abordar sobre a situação econômica da população do Pólo de Jeremoabo e interessa a esta pesquisa, as condições precárias que vive a população.


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