A DESERTIFICAÇÃO NO SEMIÁRIDO BAIANO: ANÁLISE DA EVOLUÇÃO DOS INDICADORES SOCIOECONÔMICOS DO PÓLO DE JEREMOABO

Carine Fonseca Menezes Silva

Resumo


O resumo tem por objetivo explicar a evolução dos números referentes aos indicadores socioeconômicos, no Pólo de Jeremoabo, analisando a relação com o processo desertificação, com o intuito de subsidiar os estudos sobre ordenamento territorial em região de clima semiárido. Nessa perspectiva, tomou-se como referência os indicadores socioeconômicos do Pólo de Jeremoabo, área susceptível à desertificação no domínio de clima semiárido. Buscou-se explicar a dinâmica socioeconômica e demográfica dos municípios, especificamente a qualidade de vida com base no Índice de Desenvolvimento Econômico (IDE), Índice de Desenvolvimento Social (IDS) e a Extração Silvícola, tendo como referência os censos demográficos e econômicos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no período entre 1998 e 2014, os dados da Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI) e informações do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).
O semiárido brasileiro localiza-se na Região Nordeste ocupando cerca de 19% do território nacional, e está localizado entre as coordenadas -46°1033 W; -8°1242 S e -37°4036 W; -16°442 S, além do Norte de Minas Gerais. Ocupa uma área de aproximadamente 69% do Nordeste. Caracteriza-se por apresentar alto índice de variabilidade climática intrassazonal e interanual, onde os efeitos climáticos sobre os recursos hídricos influenciam na qualidade de vida da população local. (SANTOS, 2011). Assim, o Semiárido brasileiro é caracterizado pelo déficit hídrico, entretanto, não significa falta de água, ao contrário é considerada a região semiárida mais chuvosa do planeta, pois, sua média pluviométrica varia entre 268 mm a 800 mm anuais em média, com chuvas irregulares no tempo e no espaço. (AB’SABER, 2003). O fenômeno da desertificação como círculo vicioso de degradação, tem a erosão como causadora da redução da capacidade de retenção de água pelo solo, diminuindo a biomassa em decorrência da ausência de matéria orgânica no solo. Este torna-se cada vez menos capaz de conter a água em seus poros, a cobertura vegetal faz-se escassa e empobrecida, além disso, a radiação solar intensa desseca ainda mais o solo e a erosão se intensifica, promovendo a aridez. Trata-se de um processo em que a ação antrópica tem papel fundamental, porquanto o acelera, agravando as consequências através de práticas inadequadas de uso dos recursos naturais.


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