INDICADORES DO PROCESSO DE DESERTIFICAÇÃO: A ANÁLISE MULTITEMPORAL DA BIOMASSA VERDE NO MUNICÍPIO DE CANUDOS, ESTADO DA BAHIA.

João Gabriel Carvalho Vieira

Resumo


As discussões acerca das questões ambientais ganham maior repercussão em meados
do século XX, em função da constatação de crises ambientais vivenciadas em escalas globais,
regionais e locais, decorrentes da exploração social do patrimônio ambiental. O processo
denominado de Desertificação enquadra-se como um dos grandes problemas ambientais,
vivenciado em regiões de “terras secas” que apresentam irregularidades climáticas e intensa
pressão antrópica em suas abrangências. Tal processo é definido como “a degradação das
terras nas zonas áridas, semiáridas e sub-úmidas secas, resultante de vários fatores, incluindo
as variações climáticas e as atividades humanas” (ONU, 1997; AB’SABER, 1977;
VASCONCELO SOBRINHO, 1971; BRASIL, 2004; OLIVEIRA JUNIOR, 2014; LOBÃO,
2013). No município de Canudos, localizado na região semiárida da Bahia, o processo de
degradação ambiental encontra-se em estágio avançado, sendo este resultado da ação humana
sobre seu ecossistema frágil e seco, caracterizando áreas que supostamente esteja passando
pelo processo de desertificação. Este trabalho analisou o comportamento da biomassa verde
como indicador do processo de desertificação, com a utilização de imagens geradas pela
combinação espectral expressa pela fórmula do Índice de vegetação normal diferenciada
(NDVI) nos anos de 2001, 2014 e 2016. Levantando dados a partir do mapeamento dos níveis
da biomassa, identificação da mudança na densidade, comportamento sazonal da vegetação,
caracterização de áreas com diferentes concentrações e evidenciação da vulnerabilidade
ambiental ocasionada pela exposição dos solos.


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