REESTRUTURAÇÃO DAS CIDADES MÉDIAS E NOVAS MORFOLOGIAS URBANAS EM FEIRA DE SANTANA/BA

Maria Carolina da Anunciação Nascimento

Resumo


A análise do espaço intraurbano de Feira de Santana tem como alvo elucidar as contradições engendradas no sistema capitalista, e torna-se imprescindível, analisar as mudanças ocorridas na cidade. Por conta disso, percebe-se que as cidades devem ser analisadas como produtos das relações e contradições sociais e capitalistas de produção, sendo sua urbanização, nos dias atuais, atendente, majoritariamente, à produção e reprodução do capital. A recente estrutura de Feira de Santana é resultado do processo mencionado por Sposito (2004), de cunho social e estrutural, que afetou diretamente toda a dinâmica do antigo arraial, transformando-a em uma cidade média. Todo esse processo se deu como um produto da urbanização; ou seja, é o resultado das relações sociais, de mercado, tecnológico, político e espaciais, que, em conjunto, atuam como determinantes essenciais na sua formação, podendo ser visualizados concretamente reproduzidos no território da cidade.
Assim sendo, busca-se pensar os fatores/dinâmicas que, aliados às alterações na lógica da urbanização capitalista, fizeram com que o município de Feira de Santana se constituísse como uma cidade média, tendo em seu distrito sede, exemplos que caracterizam tal afirmação; isso se pensarmos nas características e importância que a cidade adquiriu/conquistou nas últimas duas décadas no contexto da urbanização baiana. Com tais discussões, torna-se possível confirmar a compreensão sobre as transformações que vieram e que ainda vêm ocorrendo na produção das cidades médias localizados no estado da Bahia (Brasil) e contribuir para a reflexão sobre como o avanço das relações capitalistas no Brasil alterou a vida e a dinâmica urbanas.
As cidades devem ser analisadas como produtos das relações e contradições sociais e capitalistas de produção, sendo sua urbanização, nos dias atuais, atendente, majoritariamente, à produção e reprodução do capital. Por isso, as discussões arroladas ao longo do texto permitem compreender que tal equipamento vem provocando mudanças significativas na dinâmica urbana.
A redefinição da centralidade estabelecida por tal equipamento do consumo, levando-se em consideração a concentração de capital de várias escalas que o norteiam, permite levantar ainda a seguinte indagação: quais conflitos esse processo provoca na dinâmica urbana de Feira de Santana? As análises pautadas neste plano de trabalho se apoiam em discussões e reflexões do Grupo de Pesquisa Urbanização e Produção de Cidades na Bahia. Tal grupo, formado por jovens e sérios pesquisadores, buscam desenvolver análises que pretendam explicar algumas das transformações recentes que vêm ocorrendo nas cidades baianas, chamando-se a atenção para as cidades médias e pequenas. Todavia, vários são os estudos acerca da formação de novas centralidades, como Santos (2009) e Sposito (2004).


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