A CONTRIBUIÇÃO DAS EXPEDIÇÕES CIENTÍFICAS PARA O ENTENDIMENTO DAS MODIFICAÇÕES DA PAISAGEM URBANA

Daniela de Matos Carneiro

Resumo


Durante a estada da família real portuguesa no Brasil, chega ao Rio de Janeiro em 1816, a Missão Artística Francesa organizada por Joaquim Lebreton, secretário da seção de belas-artes do Instituto de França, e composta por alguns dos mais renomados artistas da época: Jean Baptiste Debret, Nicolas Taunay, Auguste Taunay, escultor; Grandjean de Montigny, arquiteto; Simon Pradier, gravador e entalhador; Francisco Ovide, professor de mecânica aplicada; Francisco Bonrepos, ajudante de escultor; Segismund Neukomm, músico e discípulo do compositor austríaco Franz Joseph Haydne composta por um grupo artistas plásticos. O principal objetivo do grupo era ensinar artes plásticas e a criação de uma academia de artes e ciências no Brasil, eles pintavam, desenhavam, esculpiam e construíam à moda européia, obedecendo ao estilo neoclássico.
A vinda da Missão Artística Francesa com a tarefa de estabelecer uma Escola Real de Ciências, Artes e Orifícios, a fim de difundir conhecimentos na colônia portuguesa contribuiu significativamente, acabou para a produção de conhecimento influenciando o cenário artístico brasileiro, além de estabelecer um ensino acadêmico inexistente até então.
A arte também começou a ser revista, de modo a reproduzir no Brasil o universo europeu, com inspiração vinda da França. A Missão Francesa passou a reproduzir no Brasil rumos artísticos nunca vistos, antes de 1816, a arte da região seguia com rigidez os cânones religiosos.


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