PRÁTICAS PEDAGÓGICAS E EDUCAÇÃO INFANTIL DO CAMPO: DESAFIOS, LIMITES E POSSIBILIDADES

Elida Rocha dos Santos

Resumo


O presente trabalho propõe uma reflexão acerca da Educação Infantil do Campo no Município de Feira de Santana, com base em dois elementos importantes e que precisam de estudos mais específicos, a saber: políticas públicas do município de Feira de Santana voltadas para Educação Infantil do Campo (EIC) e práticas pedagógicas desenvolvidas no contexto da EIC. Esses aspectos ganham sentido se analisarmos as experiências e realidades de escolas localizadas na zona rural do Nordeste, em especial no Semiárido Baiano (BARBOSA, 2012; CAVALCANTE, SILVA E UZÊDA, 2012). O objetivo geral do estudo foi identificar e analisar as práticas pedagógicas de professores que atuam em uma escola pública e exclusiva de Educação Infantil do Campo no Município de Feira de Santana/Bahia. Os objetivos específicos do mesmo foram: analisar das concepções que os professores têm acerca das práticas pedagógicas que desenvolvem junto às crianças de EIC; identificar se os professores contemplam as especificidades e peculiaridades da realidade das crianças do campo nas suas práticas pedagógicas; identificar e analisar se há articulação entre o que é indicado pelos documentos oficiais/nacionais e as práticas realizadas pelos professores junto às crianças.
O estudo é de cunho qualitativo, teve como sujeitos de pesquisa três professoras que atuam em uma escola exclusiva de EIC, as quais foram entrevistadas por adesão voluntária à pesquisa. O trabalho aponta a importância de compreendermos concepções político-pedagógicas que envolvem as ações de professoras da EIC, visto que estas práticas pedagógicas têm implicações na construção identitária das crianças campesinas. (BARBOSA, 2012). Além disso, destaca a carência de discussões sobre esta etapa de ensino no contexto da Educação do Campo (EC), realçando a importância de lutarmos por uma educação contextualizada e que empregue sentidos a vida das crianças no espaço escolar, articulando os conhecimentos da comunidade em que estão inseridos com os que historicamente foram produzidos, que são específicos da Educação Infantil (EI) e que estejam voltados para as vivências, necessidades, culturas e saberes advindos dos sujeitos que trabalham e habitam o campo. (ARROYO, CALDART, MOLINA; 2008)


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