ESTUDO DA VARIAÇÃO GRAFEMÁTICA PRESENTE EM SONETOS FEMININOS DE AMOR PUBLICADOS NO JORNAL DAS MOÇAS DA DÉCADA DE 1920-1930

Eliane Cristina Ormonde Leitão Mosquezi

Resumo


Entender os processos de transformação da língua escrita, por meio da história da língua, segundo Faraco (2005), é estudar a origem e o desenvolvimento das mudanças pelas quais passam as línguas. Por isso, é necessário que nós, falantes, percebamos a relevância de investigar essas mudanças linguísticas, ao longo do tempo, através da sincronia e diacronia, ambas com a finalidade de estudar essas modificações linguísticas.
Entretanto, houve grandes períodos da Linguística Histórica, que contribuíram para essas reflexões sobre as transmutações das línguas, como a própria Filologia que estuda manuscritos de épocas pretéritas há milênios. Assim, o propósito de pesquisar e analisar os sonetos femininos de amor da década de 1920 a 1930, constantes no Jornal das Moças, os quais eram enviados a seção de correspondência do referido. Além disso, estão as grandes contribuições do Jornal das Moças na formação leitora dessas mulheres nesse período, o que é de extrema importância para apontar a representação desse periódico semanal, o qual era destinado ao público feminino da sociedade carioca, e de outras capitais brasileiras no século XX, cujas suas publicações eram: Poesias e sonetos, noções de moda, propaganda de remédios, e outros temas, condizendo com os padrões da época.
Portanto, objetivando examinar as variações grafemáticas expostas nos sonetos permite analisar as produções textuais dessas leitoras. De autoria de Aristotelina Leite CAMARGOS, o soneto Tarde demais (1923), e de Lorena – Mlle. INCAUTINHA, cujo soneto Amar e ser amada (1924), os quais evidenciam as mudanças grafemáticas do período de 1920-1930, escrita obsoleta se comparado a vigente.


Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.