TRANSPORTE PÚBLICO URBANO: ESTUDO DE MOBILIDADE SOBRE FEIRA DE SANTANA

Angela Terezinha Ferreira Vieira

Resumo


O transporte público e coletivo deve atender a todos os cidadãos sem qualquer
distinção, e deve ser proporcionado pelo poder público. Considerado serviço essencial, de
acordo com a Constituição Federal de 1988, cabe ao município a prestação desse serviço e
responsabilidade mesmo quando oferecido por empresas privadas, através da concessão. Na
última década, com os incentivos dos governos e a facilidade de crédito para aquisição de
automóveis, deu-se início a inúmeros problemas no que tange a mobilidade urbana,
especialmente nos centros de maior densidade populacional. Com vias não oferecendo suporte
para tal explosão os proprietários dos automóveis passam a pressionar os órgãos gestores para
investir em infraestrutura viária, como construção de viadutos e obras de alargamento de ruas.
De acordo com Silva e Ferraz (1991, p.4), o automóvel consome dez vezes mais o
espaço viário que um ônibus, já que o automóvel transporta 1,5 passageiros em média e ocupa
cerca de 7,5 m² do espaço viário, logo, cada passageiro ocupa aproximadamente 5 m² de uma
via. Um ônibus ocupa cerca 30 m²e transporta uma média de 60 passageiros, portanto, cada
passageiro ocupa uma área de 0,5 m². Esses dados mostram como o uso do automóvel agrava o
panorama já caótico do trânsito na maioria dos centros urbanos do Brasil, situação observada
em Feira de Santana, cujo aumento de congestionamentos nas regiões de maior circulação de
veículos e atuais medidas adotadas para enfrentar esta problemática, acirram as discussões
sobre mobilidade urbana na segunda cidade mais populosa da Bahia.
A implantação do transporte público de qualidade acompanhada de campanhas de
incentivo para o seu uso pode trazer benefícios para toda a sociedade, a exemplo da diminuição
do número de acidentes, minimização de congestionamentos no trânsito, redução da poluição
atmosférica e sonora, entre outros, considerando que parte dos usuários de automóveis deverá
migrar para o uso do transporte público, além da consequente melhoria na qualidade de vida.


Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i21.2456

Apontamentos

  • Não há apontamentos.