Avaliação do perfil epidemiológico das crianças internadas no setor de oncologia pediátrica do Hospital da Criança em Feira de Santana.

Agda Braga Teixeira

Resumo


O câncer faz parte do grupo de doenças crônico-degenerativas que vem ocorrendo em larga escala na população. Podem originar-se em todo e qualquer tecido humano e em qualquer idade, alterando o perfil de morbimortalidade da população brasileira (CARGNIN; LISTON, 2004). Diferentemente do câncer em adultos, o câncer infantil é raro. A incidência de câncer em crianças é baixa, quando comparada com outras doenças pediátricas. A taxa de incidência do câncer infantil tem crescido em torno de 1% ao ano (RODRIGUÊS; CAMARGO, 2003). Fato este que leva a atrasos no diagnóstico, tornando o câncer uma das principais causas de óbito em pediatria e de perda potencial de anos de vida (SANTANA et al, 2006).
No entanto, as neoplasias da infância merecem atenção especial, em virtude do desgaste psíquico e social que acarretam, assim como dos elevados custos financeiros envolvidos no diagnóstico, no tratamento e no atendimento às sequelas (DINIZ et al, 2005).
Uma compreensão mais afinada dos aspectos psicológicos, ambientais, genéticos e sociais que envolvem a criança com câncer e sua família, respeitando suas individualidades e especificidades, enfim, toda a complexidade desse ser em crescimento inserido em um meio sócio-cultural-religioso contribui para uma assistência integral a estes pacientes. O presente trabalho tem como objetivo descrever aspectos epidemiológicos como tipos de câncer, aspectos demográficos e possíveis fatores de risco (genéticos e ambientais) e relações familiares, trazendo as representações sociais pertencentes ao núcleo doença em pacientes atendidos em uma unidade de tratamento de câncer infantil.


Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i21.2492

Apontamentos

  • Não há apontamentos.