O MODO DE PENSAR E DE SER INDIGENA, EM OPOSIÇÃO AO MODO DE PENSAR HEGEMÔNICO: IDENTIDADE, ANCESTRALIDADE E PERTENCIMENTO

Ângelo de Oliveira França

Resumo


O presente trabalho é uma culminância de vários momentos de luta e de resistência, como indígena do povo Kaimbé e também como representante de uma luta mais ampla no que diz respeito às questões indígenas em geral. Na minha trajetória na universidade e em outros momentos de minha vida percebo que há uma incompreensão muito grande com relação à ideia da questão indígena, principalmente com relação à identidade dos diversos povos em geral. Quando se fala em indígenas, geralmente podem surgir incoerências sobre o modo de ser dos diversos povos, sua forma de se organizar e etc. Desde a minha chegada à universidade venho lutando para desconstruir alguns estereótipos que são bastante utilizados para se falar dos povos indígenas, como a ideia de que todos têm um padrão especifico, como a questão da coloração da pele, dos olhos puxados e que só fazemos pescar. É angustiante viver nessa situação, por isso busquei através desse trabalho mostrar como isso foi construído ao longo do tempo. Isso será feito através de estudos sobre esses povos em relação à lógica capitalista e assimilacionista que tiveram que seguir, de forma parcial ou total.

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Referências


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