Laços de compadrio na escravidão: relações de solidariedade e interesse nos assentamentos de batismos de escravos em Feira de Santana (1830-1850)

Evane Barbosa Bastos

Resumo


Os três séculos de escravidão no Brasil propiciaram interações sociais entre sujeitos de condição jurídica variada, como escravos, libertos e homens livres, e não foi diferente em Feira de Santana, embora por muito tempo, a história da escravidão na região fora omitida, uma vez que, foi atribuída uma insignificância da mão-de-obra cativa no local, desconsiderando sua importância na sua economia e na formação de seu povo. A imagem construída coletivamente sobre os escravos e que consequentemente vem à memória dos feirenses, segundo Ana Paula da Hora (2014) é a associada ao lendário Lucas da Feira- cativo que é tido como um sanguinário que causava medo à comunidade; “a Feira de Santana [...] [é] (re) criada [...] [como] a cidade da fidalguia, da migração branca, de portugueses autênticos, figuras ilustres lusitanas”.

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Referências


BRUGGER. Silvia Maria Jardim. Compadrio e Escravidão: uma análise do apadrinhamento de cativos em São João del Rei, 1730-1850. Disponível em: http://www.abep.nepo.unicamp.br/site_eventos_abep/PDF/ABEP2004_119.pdf

HORA, Ana Paula Cruz Carvalho. Negócios entre senhores: o comércio de escravos em Feira de Sant´Anna (1850-1888)/Ana Paula Cruz Carvalho Hora.- Santo Antônio de Jesus, 2014.

JESUS, Yves Samara Santana de. Batismo de africanos na Freguesia de São José das Itapororocas- Feira de Santana, 1735-1826. 2010.

SCHWARTZ, S. B. Escravos, roceiros e rebeldes/ Stuart B. Schwartz; trad. Jussara Simões. – Bauru, SP: EDUSC, 2001.

SILVA, Sidney Pereira da. Os registros de batismo e as novas possibilidades historiográficas. (2008) disponível em http://www.historiahistoria.com.br/materia.cfm?tb=artigos&id=53.


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