A CRÍTICA DA PROPOSIÇÃO COMO LUGAR DA VERDADE EM SER E TEMPO DE MARTIN HEIDEGGER

Natan Luiz Neri de Souza

Resumo


Uma aproximação ao tema da linguagem na contemporaneidade nos revela um novo modo de pensá-la, o qual é necessário pensar como a linguagem acontece no homem, porém, não através da análise do aparato fonador humano tal como ocorre nos estudos da fisiologia humana, nem como a linguística através de um estudo científico da linguagem. Essa aproximação ocorre através de uma ontologia fundamental, partindo de uma analítica da existência, como empreendeu o filósofo Martin Heidegger. Este filósofo, ao designar o ser do homem, deriva do termo alemão “Dasein” os vocábulos Da- (aí) e sein (ser) para o qual podemos traduzir no português por “ser-aí”. Para Heidegger, somente Dasein “existe”, essa existência não deve ser confundida com o modo que comumente a entendemos, como realidade, algo presente, pois está relacionado ao fato de que, segundo Heidegger, sempre compreendemos ser de modo que o homem (Dasein) constitui-se numa abertura a ele, sendo, portanto, a compreensão do ser uma condição necessária. Com isso, a analítica existencial está diretamente ligada à questão fundamental de Heidegger, a saber, a pergunta pelo sentido do ser.

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Referências


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