Fatores associados à ocorrência de complicações relacionadas à terapia intravenosa periférica em crianças/adolescentes hospitalizadas na clínica médica de um hospital estadual no interior da Bahia.

Ayana Aráujo de Lacerda

Resumo


A Terapia Intravenosa (TIV) é uma constante na prática clínica dos trabalhadores de unidades pediátricas, demandando a articulação de conhecimentos de diversas áreas e a aquisição de habilidades técnicas, primando pela excelência desta terapia. Ela pode ser definida como processo que envolve um conjunto de conhecimentos e técnicas que visam à administração de soluções ou fármacos no sistema circulatório, compreendendo o preparo do paciente para a terapia, a escolha do tipo de acesso vascular, se periférico ou central, a escolha do dispositivo intravascular, a obtenção e a manutenção do acesso venoso, o cálculo de fármacos e soluções, os diferentes métodos de preparo e de administração de drogas e soluções, a identificação precoce de complicações associadas, bem como os cuidados referentes à troca do cateter, dispositivos de infusão e soluções (PEDREIRA M.L.G, 1999).
Para que a TIV seja utilizada como recurso para a recuperação clínica da criança doente, os trabalhadores de enfermagem instalam dispositivos intravasculares através da cateterização intravenosa periférica (CIP), entendida neste estudo como um procedimento que consiste na inserção de um dispositivo intravascular, para acessar a corrente sanguínea, através de através de técnicas assépticas e compatíveis com as necessidades de crescimento e desenvolvimento da criança hospitalizada (MODES P.S.S.A.; GAÍVA M.K.O.; GRANJEIRO C.F.; 2011).
Os desfechos desta TIV podem ser o término da própria terapia ou a retirada do cateter periférico devido a sinais/sintomas de complicações. Estas complicações podem ser definidas como um resultado não esperado ou não desejado associada à terapia proposta. A enfermagem assume papel primordial garantindo a qualidade do processo. Neste sentido, reconhecer precocemente características da criança e da TIV que potencializam o risco para o desenvolvimento de complicações relacionadas a esta terapêutica, é primordial, pois através deste conhecimento será possível planejar um cuidado de enfermagem mais adequado para a criança, primando pela prevenção destes danos e a sua segurança. Por isto, este estudo tem como objeto de investigação os fatores associados às complicações da terapia intravenosa periférica em crianças/adolescentes hospitalizados na clínica médica de um hospital estadual no interior da Bahia.


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i21.2656

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