RESOLUBILIDADE NA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA: UM ESTUDO DA TRAJETÓRIA TERAPÊUTICA DE USUÁRIAS DO SUS EM RELAÇÃO AO DIAGNÓSTICO E ESTADIAMENTO DA NEOPLASIA DE MAMA EM FEIRA DE SANTANA-BA.

Alberto Cezar Santos Almeida Filho

Resumo


O conceito de resolubilidade pode ser entendido como a capacidade do sistema de apresentar uma resposta satisfatória ao usuário que busca atendimento a alguma necessidade de saúde, não se restringindo apenas a cura de doenças, mas também ao alívio ou minimização do sofrimento, a promoção e a manutenção da saúde (ASSIS et al, 2007).
De maneira geral, para aumentar a resolubilidade, também é necessário a adequação das ações à nova conjuntura demográfica brasileira. Essa nova conjuntura demográfica repercute no perfil epidemiológico de morbimortalidade, marcado pelo envelhecimento populacional e consequente diminuição proporcional da incidência de doenças infectocontagiosas e aumento das doenças crônico-degenerativas, como o câncer (ASSIS; JESUS, 2012).
O câncer de mama é o mais incidente entre as mulheres no mundo (ROSA; RADÜNZ, 2012). Dados brasileiros de 2015 demonstram incidência de 57 mil novos casos, dado que põe o câncer de mama como terceiro mais incidente na população brasileira geral e o primeiro entre as mulheres brasileiras (INCA, 2014).
É neste panorama que desde 2004, o Ministério da Saúde (MS) preconiza o exame clínico anual para mulheres assintomáticas a partir dos 40 anos de idade e a mamografia bienal para as mulheres entre 50 e 69 anos, com recomendações mais intensas para as que pertencem a grupos de alto risco (BRASIL, 2013).
Essas medidas de controle fazem parte dos principais meios para a obtenção de um dos objetivos específicos das Diretrizes Nacionais de Saúde da Mulher, a redução da morbimortalidade por câncer na população feminina. No entanto, a eficácia do controle dos cânceres de colo de útero e da mama depende de uma Atenção Básica à Saúde (ABS) qualificada e organizada, integrada com os demais níveis de atenção (BRASIL, 2013), uma vez que o acesso universal, igualitário e ordenado às ações e serviços de saúde começa pela porta de entrada do SUS, e, se completa na rede regionalizada e hierarquizada, de acordo com a complexidade do serviço, como previsto no Decreto nº 7.508, de 2011.


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i20.3175

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