RESGATE DA HISTÓRIA DO ALEITAMENTO MATERNO NA CIDADE DE FEIRA DE SANTANA

Branda Cavalcante Dourado

Resumo


A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância e Adolescência (UNICEF) recomendam o aleitamento materno exclusivo (AME) desde o nascimento até o sexto mês de vida, sendo o aleitamento materno (AM) complementado por outros alimentos até os dois anos ou mais. O leite humano protege contra doenças alérgicas, desnutrição, diabetes mellitus, doenças digestivas, obesidade, cáries, entre outras (RAMOS et al., 2010). O AM promove a saúde física, mental e psíquica da criança, repercutindo em toda a vida do indivíduo. Para a mãe, amamentar auxilia na diminuição do sangramento uterino no puerpério, previne o câncer de mama e de ovário, além de ser um método natural de planejamento familiar.
A OMS em 2001 reconheceu a Rede Global de Bancos de Leite Humano como uma das ações que mais contribuíram para redução da mortalidade infantil no mundo na década de 1990. De 1990 a 2012, a taxa de mortalidade infantil no Brasil caiu 70,5%.(Portal Brasil, 2017). O Brasil se destaca internacionalmente em AM e isso se deve às suas políticas, regulações, estratégias e iniciativas de educação para toda a população sobre a importância do aleitamento. O incentivo ao AM ocorre desde 1981, quando foi instituído o Programa Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno (PNIAM).
O presente estudo objetiva analisar a trajetória do AM e os fatores que contribuíram para a sua evolução, na cidade de Feira de Santana. Para isto, é necessário: entender o processo de implantação, funcionamento e contribuições dos Bancos de Leite Humano para o apoio, incentivo e promoção do AM; conhecer as principais atividades científicas que têm ocorrido para a difusão do AM, realizadas por instituições públicas (universidades, Bancos de Leite Humano (BLH’s)) e privadas; analisar os indicadores de AM da cidade de Feira de Santana ao longo do tempo, comparando com outras cidades e estados do Brasil.


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