ATIVIDADE ANTINOCICEPTIVA DE POLISSACARÍDEOS ISOLADOS DE FUNGOS DO SEMIÁRIDO BAIANO

Daniela da Silva Borges

Resumo


A dor é conceituada como uma experiência sensorial e emocional desagradável e descrita em termos de lesões teciduais reais ou potenciais (KRELING; CRUZ; PIMENTA, 2006). Embora uma pessoa consiga sobreviver com dor, ela interfere no seu bem-estar, nas relações sociais e familiares, no desempenho do seu trabalho, influenciando assim a sua qualidade de vida (RIGOTTI; FERREIRA, 2005). Mediante a prevalência da dor, muitas pesquisas buscam novas opções terapêuticas para o seu controle, em virtude das limitações do tratamento convencional, tais como: efeitos adversos, pacientes refratários à terapia e a não responsividade ao tratamento em alguns casos.
Embora sejam altamente eficazes, os analgésicos de ação central geralmente não estão dissociados de efeitos adversos importantes. Adicionalmente, os analgésicos de ação periférica também apresentam efeitos indesejáveis, tais como lesões do trato gastrointestinal e renal (RANG et al., 2012). Assim, tem-se a necessidade de buscar medidas alternativas para o desenvolvimento de medicamentos para o combate da dor. Logo, a busca por novos analgésicos é uma prática necessária e relevante, o que justifica a realização deste trabalho.
Desde a descoberta da penicilina por Fleming em 1928, surgiram vários fármacos importantes baseados em metabólitos de fungos. Sendo assim, há uma forte tendência em se explorar comercialmente a biomassa de fungos e leveduras, já que estes microorganismos são uma fonte abundante de polissacarídeos que possuem reconhecida atividade biológica. Dentre estes polissacarídeos encontrados na parede celular de fungos, destacam-se as glucanas, que são polímeros de glicose vastamente distribuídos na natureza e classificados de acordo com o tipo de ligação glicosídica - α, β - da cadeia principal (SILVA et al., 2006).
Assim, o objetivo deste trabalho é investigar pela primeira vez o efeito do tratamento com polissacarídeos isolados dos fungos Periconia byssoides, Torula herbarum e Moorella speciosa em modelos de contorção abdominal induzida pelo ácido acético.


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