PERFIL CLÍNICO EPIDEMIOLÓGICO E PREVALÊNCIA DE FADIGA EM PESSOAS COM DOENÇA FALCIFORME EM FEIRA DE SANTANA

Heros Aureliano Antunes Maia

Resumo


A doença falciforme (DF) é uma das doenças hereditárias mais prevalentes no mundo. No Brasil, sua inserção está relacionada a composição afrodescendente da população. O estado da Bahia possui a maior incidência da DF no país: 1:650 nascidos vivos e 1:17 com traço falciforme (CORDEIRO et al, 2014).
A fisiopatologia da DF advém de mutação no gene da β-globina, que culmina na hemoglobina S (HbS), promotora de rigidez eritrocitária, hemólise, hipóxia e inflamação (LOVETT et al, 2014), responsáveis pelas manifestações clínicas e complicações da doença: crises álgicas, síndrome torácica aguda, priapismo, sequestro esplênico, entre outras.
Dentre as manifestações, encontra-se a fadiga, fenômeno subjetivo e multifatorial, entendida como sensação física desagradável, com componentes cognitivos e emocionais, descrita como cansaço não aliviado por estratégias usuais de restauração de energia (ABCP, 2010).
A fadiga é um dos sintomas mais comuns, mas pouco se sabe sobre sua prevalência, intensidade e impacto (AMERINGER et al, 2014). Há uma lacuna na literatura sobre essa temática no cenário da DF. O presente estudo busca 1) Estimar a prevalência de fadiga, sua intensidade e impacto na vida diária, 2) Descrever o perfil sociodemográfico e clínico, 3) Verificar a associação de fatores sociodemográficos e clínicos com a fadiga em pessoas com DF em Feira de Santana (FSA), Bahia.


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