ESTUDOS TAXONÔMICOS EM PIPERACEAE DO SEMIÁRIDO, COM ÊNFASE NA CHAPADA DIAMANTINA

Andrezza Lóren de Goes Nascimento

Resumo


O Semiárido brasileiro corresponde basicamente à delimitação do bioma Caatinga e está praticamente incluído na região Nordeste, juntamente com o norte de Minas Gerais, na região Sudeste, correspondendo a mais de 10% do território Nacional (Moura & Campos 2004). A vegetação do Semiárido oferece diversos benefícios ambientais, econômicos e sociais, e muitos inventários já foram realizados, especialmente ao longo da Chapada Diamantina, que representa um mosaico vegetação nessa região, tendo o campo rupestre como o principal tipo vegetacional (Giulietti & Queiroz 2006).
Apesar de toda a diversidade já detectada, alguns grupos de plantas permanecem pouco estudados na região, como é o caso de Piperaceae, representante da ordem Piperales (Judd et al. 2009). Essa família inclui cinco gêneros e 3.700 espécies (Christenhusz, et al. 2017), tendo grande riqueza na flora do Brasil, incluindo quatro gêneros e ca. 500 espécies (Guimarães et al. 2015), ocorrentes especialmente em áreas florestais. Porém, são escassos os taxonomistas da família no país, com muitas amostras da Bahia sem identificação nas coleções de herbário.
O presente estudo visou contribuir para o conhecimento atualizado da composição florística do Semiárido, com base no levantamento da família Piperaceae na Chapada Diamantina, contribuindo também para o conhecimento da família no Brasil. O trabalho apresenta um checklist atualizado das espécies dessa família na região, com chave e comentários para os gêneros, assim como indicação de espécies endêmicas nos mesmos, evidenciando também novos registros de ocorrência para a Bahia.


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