INVESTIGAÇÃO IN VITRO DA ATIVIDADE ANTICOLINESTERÁSICA DE FRAÇÕES DE Ocotea glaziovii

Janaína da Silva Ribeiro

Resumo


Os fármacos com ação anticolinesterásica têm sido utilizados no tratamento de doenças neurodegenerativas associadas à déficits de acetilcolina, principalmente da doença de Alzheimer. A maioria dos medicamentos disponíveis possuem afinidade apenas para a acetilcolinesterase (AChE), porém substâncias com capacidade de atuar sobre as duas colinesterases podem potencializar e prolongar o benefício do tratamento anticolinesterásico (Freitas et al., 2009).
O gênero Ocotea representa um dos principais membros da família Lauraceae. No Brasil, este gênero é representado por cerca de 170 espécies distribuídas em várias regiões do Brasil, inclusive no Nordeste (Brotto e Baitello, 2012). Dentre as atividades biológicas relatadas para algumas espécies de Ocotea, pode-se destacar o efeito carrapaticida (Conceição et al., 2017) e anticolinesterásico (Amoo et al., 2012).
Uma importante espécie do gênero Ocotea, é a Ocotea glaziovii (Mez), que possui como principal metabólito secundário um alcaloide proaporfínico, conhecido como glaziovina. Este alcaloide foi isolado pela primeira vez por Gilbert e cols. (1965) a partir da O. glaziovii. A esta substância foram atribuídas propriedades ansiolítica e tranquilizante, sendo registrada com o nome comercial de Suavedol® nos anos 70 como uma especialidade terapêutica do laboratório SIMES (Peréz et al., 2005). Estudos prévios realizados por nosso grupo de pesquisa revelaram potencial atividade in vitro de diferentes extratos de O. glaziovii frente as colinesterases. O presente trabalho teve como objetivos avaliar in vitro o efeito inibitório de frações obtidas do extrato etanólico de Ocotea glaziovii frente as enzimas acetilcolinesterase (AChE) e butirilcolinesterase (BuChE).


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