Estudo químico e letalidade frente à Artemia salina de frações do extrato hexânico de Polygala boliviensis

Lara Amanda Rodrigues de Oliveira

Resumo


As plantas medicinais são produtoras de compostos ativos, oriundos do metabolismo secundário celular, em que estes metabólitos são desenvolvidos tanto em situações de estresse enfrentadas pelos vegetais, quanto na disseminação da espécie no meio-ambiente. Estas substâncias ativas são responsáveis pela atividade farmacológica apresentada no organismo humano que as plantas medicinais possuem, de forma que, no Brasil, desperta o interesse de pesquisadores e da indústria farmacêutica para o desenvolvimento de novos fármacos, devido a vasta biodiversidade brasileira (Cechinel Filho; Yunes, 1998).
No processo de purificação de extratos e frações vegetais, as técnicas de separação têm importante função, como exemplo, pode-se destacar a cromatografia em coluna clássica (CCC) e a Cromatografia em Camada Delgada (CCD), sendo fundamentais no processo de investigativo da composição química de plantas medicinais (Oliveira et al., 2002; Monteiro, 2012).
Diferentes testes podem ser aplicados para avaliar a toxicidade de um vegetal. Nesse contexto, destaca-se a Artemia salina que é um microcrustáceo da ordem Anostraca, e de acordo com Bueno & Piovezan (2015), funciona como um bioindicador da toxicidade do ambiente, quando aplicada na identificação de repostas biológicas, resulta na morte ou na vida deste organismo.
Sendo a P.boliviensis uma espécie nativa do semiárido baiano, cujo gênero possui importância medicinal e que apresenta poucos estudos acerca de sua composição, fazem-se necessários testes que a avaliem sob o ponto de vista químico e biológico. Tendo em vista a alta letalidade frente A. salina apresentada pelo extrato hexânico, observada em estudos prévios, o presente trabalho teve como objetivo avaliar a letalidade de frações semipurificadas, obtidas através de técnicas cromatográficas, bem como a obtenção de compostos isolados obtidos através das mesmas.


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i22.3855

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