Determinação estrutural dos metabólitos secundários presentes no fruto da Schinus terenbithifolius Raddi e avaliação da atividade anticolinesterásica

Larissa Mimares Carneiro Souza

Resumo


O Brasil é um país mundialmente conhecido pela sua biodiversidade no que se refere ao bioma, entretanto esse ecossistema ainda é pouco estudado principalmente no que se refere ao nosso semiárido. De acordo com Moreira (2011), no Brasil há uma ampla variedade de frutos tropicais, nativos e exóticos que oferece muitas possibilidades de exploração econômica, especialmente para as regiões Norte e Nordeste do Brasil. Dentre esses frutos podemos destacar o gênero Schinus pertencente à família Anacardiaceae que do ponto de vista fitoquímico apresentam frutos com uma grande riqueza de metabólitos secundários com importantes atividades biológicas.
A aroeira-vermelha (Schinus terebinthifolius Raddi) ocorre de forma natural na Argentina, Paraguai, Uruguai, além de ser uma espécie também nativa do Brasil encontrada em todo o território nacional, sendo o seu fruto popularmente conhecido como pimenta rosa. Essa planta nativa é considerada pela medicina popular como adstringente, antidiarreica, anti-inflamatória, depurativa, diurética e febrífuga. Estudos fitoquímicos demonstram a presença de várias classes de compostos nesta espécie, tais como: taninos, saponinas, alcaloides, biflavonoides e ácidos triterpênicos. A descoberta do potencial antioxidante da Aroeira-vermelha intensificou as pesquisas e o uso desta espécie como princípios ativos em cosméticos e aditivos alimentares com o objetivo de aumentar a vida de prateleira de produtos ou mesmo prevenir o envelhecimento precoce.
Diante da riqueza de metabólitos secundários presentes na Schinus terebinthifolius Raddi, bem como as inúmeras atividades biológicas que a mesma possui, tornam-se importante o seu estudo no que concerne a avaliação da atividade anticolinesterásica, pois essa espécie pode vir a se tornar uma alternativa futura de tratamento de doenças degenerativas. Nossa proposta é investigar melhor esse campo de estudo já que ainda não se tem dados na literatura mostrando a realização destes testes nessa planta.


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i22.3857

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