PROTOCOLO PARA CIRURGIAS EM CALVÁRIA DE RATOS PARA SER UTILIZADO NO BIOTÉRIO DA UNIVERSIDADE ESTADUAL DE FEIRA DE SANTANA

Leila Maria Ferreira Ribeiro

Resumo


O osso é considerado o segundo tecido mais transplantado, sendo superado apenas pelo transplante sanguíneo (BOYCE et al., 1999; VAN HEESTANDSWINTOWSKI, 1999). Embora muitas fraturas ósseas cicatrizam naturalmente sem complicações, 5 a 10% dos pacientes apresentam problemas na cicatrização como a persistência de defeitos ósseos, cicatrização prejudicada ou ambos (EINHOM 1999). A presença de defeitos ósseos na regiãomaxilofacial, decorrentes de doença inflamatória prévia, trauma, deformidades anatômicas ou congênitas constitui um dos maiores problemas terapêuticos(MARDAS et al., 2008) e uma situação desafiadora, particularmente nos casos de grandes deformidades, nas quais a capacidade regenerativa fisiológica do tecido é excedida( BURG et al.,2000). A reabsorção óssea alveolar também ocorre após a exodontia, sendo que 50% da largura do rebordo alveolar é perdida após 12 meses, e 2/3 desta perda ocorre nos primeiros 3 meses de cicatrização(SCHROPP et al., 2003), sendo as paredes do alvéolo reduzidas tanto em altura como espessura(ARAÚJO et al., 2001; ARAÚJO et al., 2005), e como alterações dimensionais mais proeminentes na parede óssea vestibular (PIETROKOVSKI&MASSLER 1967; PIETROKOVSKI et al., 2007). Essas alterações podem interferir negativamente na instalação de implantes osseointegráveis e influenciar no sucesso do tratamento com prótese fixas ou removíveis, e assim comprometer a reabilitação estética e funcional do paciente (SCHROPPET al.,2003). O osso bovino é um enxerto xenógeno utilizado como alternativa ao enxerto autógeno (EZIRGANLIET al., 2013; 2014) por apresentar similaridade estrutural ao osso humano (HALLMAN& THOR, 2008). Este material já possui bastante documentação de suas propriedades osteocondutivas em vários procedimentos de regeneração óssea (Baldini et al., 2011). Acelerar o processo da reabilitação oral é ainda um objetivo clínico desafiador e importante (KHADRAET al., 2004), e a busca por técnicas que beneficiem e acelerem o reparo ósseo diminuindo o tempo do tratamento tem sido amplamente pesquisadas. A utilização do laser de baixa intensidade (LB) é uma das possíveis terapias coadjuvantes neste processo. O LB possui efeitos biomodulatórios, e existem relatos de que estimula o reparo ósseo (MERLIET al., 2005; PEREIRA et al., 2009) afetando proliferação, diferenciação e adesão celular( MARLI et al., 2005).

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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i22.3861

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