OS CONFORTOS E DESCONFORTOS REFERENTES AO CUIDADO CONSIGO E COTIDIANO VIVENCIADOS POR FAMILIARES DE ENTES HOSPITALIZADOS

Mirella Almeida de Souza

Resumo


A hospitalização de um parente traz significativas repercussões aos hábitos de vida e papéis desempenhados pela família, podendo levar a desestruturação na dinâmica do grupo familiar. Estratégias de enfrentamento têm sido utilizadas para auxiliar a reorganização da família para que o equilíbrio venha a ser alcançado. O ajuste a nova situação, de modo geral, vem acompanhado de sofrimento e conflitos potencializados pela abdicação de si para o cuidado contínuo ao ente hospitalizado, fazendo com que os fatores externos a esse evento como os estudos, relacionamentos conjugais, atenção aos filhos e família, lazeres, cuidado com a saúde e aparência sejam interrompidos e deixados em segundo plano (PASSOS, PEREIRA, NITCHKE, 2015).
No contexto hospitalar, conforto pode ser definido como poder cuidar de si mesmo, manter as atividades habituais e a vida familiar. Mas, dificilmente, alcançado quando a atenção está centralizada no parente hospitalizado, na possibilidade de perda e demandas da hospitalização. A rotina do hospital dificulta a manutenção das necessidades básicas de cuidado integral consigo mesmo, devido à rotina hospitalar que intervêm no sono, repouso, nutrição e vida familiar, que deixam de ocorrer como antes da hospitalização e passam a se manifestar através da falta de apetite, dificuldade de descansar devido a ausência do lar, tensões e preocupações (FREITAS, MENEZES, MUSSI, 2015).
Tendo em vista as vulnerabilidades no campo fisiológico e psicológico enfrentado pelas famílias de pessoas hospitalizadas, bem como a importância da saúde e os cuidados dispensados a si mesmos, o presente plano de trabalho objetiva analisar o nível de conforto associado ao cuidado à saúde que familiares têm tido consigo mesmos
durante a hospitalização de familiares na UTI, além de propor estratégias de autocuidado e coping para o melhor enfrentamento do processo hospitalização de familiares. Para isso, será considerada a dimensão “Integração consigo e o cotidiano” presente na ECONF, que abrange sete itens que representam o conforto vinculado ao cuidar de si, ajudar o ente e dar continuidade à vida familiar, como antes do ingresso do familiar na UTI.


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i22.3875

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