PREVALÊNCIA DE DEFICIÊNCIA DE ZINCO EM PESSOAS COM DOENÇA FALCIFORME NA REGIÃO DE FEIRA DE SANTANA-BA

Thaís Macedo de Amorim

Resumo


A doença falciforme (DF) é a doença genética mais recorrente no Brasil, e acomete principalmente os afrodescendentes. Aproximadamente 4000 crianças nascem anualmente com a síndrome, o que pode reduzir de vinte e cinco a trinta anos a expectativa de vida para elas. O transplante de medula nos dias atuais é a única terapia que possibilita cura definitiva, mas infelizmente ainda é pouco disponível em nosso meio.
A literatura têm apontado que a DF é fortemente associada a uma série de deficiências de micronutrientes, entre eles o zinco. A deficiência de zinco tem grande relação com déficit estatural e peso, maturação sexual (que provoca atraso no surgimento dos caracteres sexuais primários e secundários nas crianças e adolescentes) , diminuição de testosterona sérica em homens e aumento da expressão da proteína de adesão celular vascular-1, que está envolvida nas crises vaso-oclusivas.
O zinco é um mineral essencial que tem participação em diversos processos metabólicos das células, o que inclui processos fisiológicos como crescimento estatural e desenvolvimento sexual e cognitivo, função imune, prevenção da formação de radicais livres e síntese de DNA. As principais fontes são os mariscos, fígado, ostras, miúdos, carnes vermelhas e ovos. A deficiência de zinco tem sido considerada um problema mundial em especial na população pediátrica que tem maiores necessidades metabólicas desse micronutriente.
A suplementação de zinco pode provocar a normalização dos índices antropométricos, melhora no nível da testosterona e diminuição do número de intensidade de crises vaso-oclusivas na doença falciforme. A análise da carência desse micronutriente ganha um maior valor na prevenção e promoção de saúde dos pacientes falcêmicos.
Entendemos que o conhecimento da epidemiologia da deficiência de zinco e sua associação com as complicações da DF é relevante no contexto da saúde pública. A compreensão destes aspectos possibilitará uma melhor abordagem do tratamento destas condições, permitirá a elaboração de políticas públicas realistas e eficientes além de minimizar os agravos associados a tão grave condição.


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