PRESENÇA JUVENIL NAS MANIFESTAÇÕES CULTURAIS DO MUNICÍPIO DE CONCEIÇÃO DO COITÉ - BA

Diana Paula Nunes do Carmo

Resumo


Este plano de trabalho faz parte do projeto “SER TÃO FORTE: Desenvolvimento Territorial Sustentável”, apoiado pela Chamada CNPq/MDA/SPM-PR N° 11/2014 – Núcleos de Extensão em Desenvolvimento Territorial (Processo CNPq n° 463080/2014-9), que tem como um dos objetivos o combate à pobreza e questões relacionadas as desigualdades de gênero, promovendo ações emancipatórias que fortaleçam a identidade territorial, assim como a organização, a articulação e a institucionalidade com vistas a uma perspectiva de futuro respaldada no desenvolvimento territorial sustentável, sendo que nesse cenário, a cultura representa um aspecto fundamental. Com uma notável riqueza cultural, a cidade de Conceição do Coité, conta com alguns poetas que já se destacaram no cenário estadual e nacional, como Carlos Neves e Éder Carneiro Cardoso e Silva; com realização de festas e presença de grupos culturais nativos. Esse cenário despertou o interesse de continuar a pesquisa sobre o tema cultura no Território do Sisal, no referido município, por este apresentar diferentes vertentes artísticas culturais, , e tal estudo contribuir para a visibilidade desses grupos e o envolvimento da juventude.
De acordo com Pais (1993), a sociologia da juventude tem oscilado entre duas tendências. A primeira delas é uma juventude entendida como um conjunto social, que tem como principal característica a composição por sujeitos que pertencem a uma fase da vida. Predominam nesse contexto, a busca por demandas mais uniformes e homogêneas, as quais compõem uma cultura juvenil, que é própria de uma geração que se estabelece a partir de termos etários. Uma segunda tendência, parte do pressuposto que a juventude é entendida como um conjunto social, formando diferentes culturas juvenis em função de diferenças como: classes, situações econômicas, interesses, oportunidades de trabalho, entre outros. As culturas juvenis surgem geralmente associadas a conjuntos de crenças, valores, símbolos, normas e práticas onde os jovens compartilham esses elementos que podem ser próprios, ou ainda segundo o autor inerentes a fase de vida, que se relaciona com as noções de juventude.
No Brasil, até os anos 1960, a juventude tinha sua visibilidade vinculada a jovens escolarizados de classe média e essa situação compreendia o significado da condição juvenil. O debate voltava-se para o intermédio dos jovens nos movimentos estudantis, da contracultura e dos engajamentos nos partidos políticos de esquerda, e o papel desse grupo social estava na continuidade ou na transformação dos sistemas cultural e político. Após o último quartel do século passado, as preocupações giravam em torno das crianças e adolescentes em risco, um tema que foi considerado grave, criando um espaço favorável para mobilização em volta dos direitos desses jovens. Com isso, surgiu uma nova questão em relação a definição do termo juventude, no qual se referiu nesse período a adolescência, algo distinto da infância, e os jovens diretamente, ficaram fora do alvo das ações e dos debates de a respeito de direitos e cidadania. (ABRAMO, 2003).
A juventude é assim percebida além da adolescência em risco e para além dos setores da classe média, a partir das últimas décadas. Isso ocorre em certa medida, a partir da percepção de que os problemas da adolescência não terminariam aos 18 anos, questões relacionadas a riscos e vulnerabilidades, mas que de fato se intensificavam. Além disso, há o aparecimento de novos atores juvenis, através de expressões ligadas a estilos culturais apresentando questões que os afetam e os preocupam, com um caráter diferente das gerações juvenis precedentes, as quais não havia elaboração nem no plano da política. (ABRAMO, 2005).


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DOI: http://dx.doi.org/10.13102/semic.v0i22.3908

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